segunda-feira, 30 de maio de 2016

diálogos - "... perdida"

Diálogos
“E então…? Tu me encontraste por lá, ou descobriste o que eu olhava…?” Ela perguntou quando ele voltou do outro lado do rio.
Não.” Ele respondeu, simplesmente.
“E então…?”
Então, eu continuo sozinho.”
E foi nesse momento que ela o surpreendeu como nunca antes:
“Não desistas de procurar-me… e quando me encontrares, leva-me pela mão, até mim mesma… porque eu não sei mais onde me procurar…”
Foi que ele a abraçou… na esperança de encontra-la.

Por Luís Augusto Menna Barreto

35 comentários:

  1. "Mudar é um ato de coragem. É aceitação plena do consciente desafio. É trabalho árduo, para hoje! É trabalho árduo, para agora! E os frutos só virão amanhã, quem sabe, tão distante..."(adaptação Do poema de Antônio Ferreira de Andrade)

    E nesta perspectiva, eles estarão juntos, traçando um caminho conjunto, tentando se encontrar, quem sabe...?

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    1. Silvina, dê uma olhadinha no texto que LuAlves postou ontem! Ele atendeu ao meu chamado e entrou no diálogo dos textos.
      Vale a pena ver.

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    2. Que se encontrem nesse abraço.......!!

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    3. Ah... e vejas, sim, tu e todos, o embate de gigantes entre a escritora e o poeta Lualves......! Mas não olhes diretamente... é muita luz...!

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    4. Há momentos em que os poetas também dizem muita bobagem, não é Luís Augusto Menna Barreto?

      Esse adjetivo com o qual tu nos alcunhaste agora, gigante, não tem cabimento e nem propósito

      Além do mais, tu estás a te excluir do diálogo de textos, quando, de fato, o texto-tema é de tua autoria.

      Juízo, POETA! Tu te esqueces que eu leio as linhas que tu escreves?!

      Bem que mereces umas palmadas, não achas, Elisa?

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    5. Kkkkkkk


      Obrigada Ana!!! Mas é fantástico o embate entre os três gigantes!!!!
      Aqui, estou emocionada!!!!

      OBRIGADA, OBRIGADA E OBRIGADA!!!!!

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    6. Ana Macedo está certa!!! Merece-as!!! "Juízo, Poeta".

      Bom dia, Silvina. Bom Dia Menna Barreto! Bom dia a todos!

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    7. Olha, Ana (@anairmacedo), Lualves e Silvina...
      Que vocês não se juntem com minha mãe... ela SEMPRE acha que mereço palmadas e que apanhei muito menos que merecia!!!!
      ... ah, como fazem falta as palmadas... (Tomara que a mãe não leia esse comentário!!)

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    8. Kkkkk

      Pois deixe que me encarregarei de levar até ela...😁😁😁

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  2. Coincidentemente hoje estou num dia em que gostaria de encontrar quem me levasse a mim mesma.

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    1. .... tentes um abraço, Thaís.... esse foi o pedido de socorro que ela fez...!!

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  3. O problema crucial de nosso tempo é o da necessidade de um pensamento apto a enfrentar o desafio da complexidade do real, isto é, de perceber as ligações, interações e implicações mútuas, os fenômenos multidimensionais, as realidades que são, simultaneamente, solidárias e conflituosas, que é a relação que se nutre de antagonismos regulando-os pelas emoções dos pares no relacionamento.

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    1. ... e demanda tanta coragem, tanto desprendimento (... ou tanto desespero) um tal pedido de socorro como este....!
      Mil obrigados, Dr. Izamir...!

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  4. Lindo demais...acho que agora eles se encontrarão!!!! Qdo ela se assumiu perdida deu um grande passo no sentido dele alcançá-la...

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    1. Saber-se perdida e pedir ajuda assim...... é preciso muita força... mas é quase um encontrar-se...!!

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  5. Para eles continuarem abraçados não depende somente dela. Embora assim pareça, muito depende dele.

    Bom seria se os homens entendessem que muito mais importante do que fazer-se amar é saber alimentar o amor que a mulher sente por ele, para que não apenas ela continue a amá-lo, porém para que ela o ame ainda muito mais.

    Ah homens! Se voês entendessem que além da pegada viril e gostosa, muito importante também é um "tróço" chamado trato, carinho, dengo, atenção, chamego...!

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  6. Falou tudo, poeta. Quando a gente não sabe o que dizer, o melhor é dar um abraço. Porque ele também fala.

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    1. .... ah, Maria...!!!! Eu acho que a gente abraça justamente quando sabe o que quer dizer... e deixa o abraço falar!!!!

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    2. Sim. Tem razão. Quando a gente sente o que quer dizer, e faltam as palavras. O abraço fala.

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  7. Às vezes nos perdemos tentando nos encontrar... E é nesse momento que precisamos de uma mão que nos guie, de um abraço que nos cure...

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  8. Caro Menna, lembrei daquela canção do Cartola. Talvez seu texto diologue com ela...de alguma forma (pensando eu aqui...) O que achas? Embora seu texto contextualize um "par terapeutico humanista" e a canção seja uma reflexão "pessoal analítica"... humm... bem... o fato é que seu texto e a canção são meus colírios nessa manhã meio embaçada.

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  9. Ops...a canção do Cartola!

    "Preciso me encontrar"

    Deixe-me ir, preciso andar
    vou por aí a procurar
    rir pra não chorar

    quero assistir
    ao sol nascer
    ver as àguas
    dos rios correr
    ouvir os pássaros cantar
    eu quero nascer,
    quero viver

    deixe-me ir preciso andar
    vou por aí a procurar
    rir pra não chorar

    se alguém
    por mim perguntar
    diga que eu
    só vou voltar
    quando eu me encontrar

    quero assistir
    ao sol nascer
    ver as águas
    do rio correr
    ouvir os pássaros cantar
    eu quero nascer,
    quero viver

    deixe-me ir,
    preciso andar
    vou por aí a procurar
    rir pra não chorar

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    1. Ah........ cantemos todos!!!!

      ...... Bora fazer um coral...!!!!!!!

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    2. Bora, Cronista?
      Um coral é muito bom.

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  10. Como posso eu te encontrar...na beira do rio ou em outro lugar....Não desisto....vou te encontrar....em qualquer lugar....pra poder me achar...para te amar....na beira do rio Ou em outro lugar....pois em seus braços vou me encontrar....e sua mão vou segurar....parar pode te amar....aonde te encontrar....com ele eu vou ficar...ela é ele que for....estão repleto de amor...pois em fim ela si encontrou....Nós braços do seu grande amor....Não importa onde ele for....sempre terá essa amor....

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    1. Não importa onde for.....!!!!
      Mil obrigados Geraildes!!

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  11. Tendo encontrado a mim mesma novamente volto para uma reflexão sobre o tema.Quem somos nós? Um formado pela soma de muitos uns. Tantos papéis incorporamos ao longo da vida.Em que momento estaremos espelhando nossa pura essência? Será na criança interior? Ou no espírito juvenil? Na experiência da maternidade? Na complexidade da afetividade? Na sabedoria da maturidade? Não sei. Às vezes fico perdida nas entrelinhas dessas páginas vividas.

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    1. ... e há uma resposta...? É preciso uma resposta.....?

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    2. Não. A resposta é ir vivendo entre encontros e desencontros.

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