sexta-feira, 3 de junho de 2016

crônica - O Fechadura, a Audiência e a Visagem - parte 1

O Fechadura, a Audiência e a Visagem


Pois tinha esse promotor! Ele sempre “adjetivava" os apelidos!
Daí que quando estava lendo a denúncia, no começo da audiência, estava lá: “fulando de tal, o inconveniente Mala, em concurso com o fulano de tal, o efervescente Sonrisal, acompanhados do adolescente fulano, o intrometido Furão”.
A audiência dos dois maiores (o Mala e o Sonrisal) havia ficado para a tarde, porque o Fechadura (o carcereiro da delegacia) que havia prendido os rapazes, havia perdido a chave da cela! Ficou porre na noite anterior, e não sabia mais onde havia guardado a chave. Dizem que perto das duas da tarde, apareceu uma moça na delegacia e entregou a chave para o delegado… dizem! 
Era por volta de 17h quando começamos a audiência. O expediente, no Estado do Pará, termina às 14h, normalmente. Mas era sexta-feira, e o promotor viajaria de volta para Belém no navio que passa às 22 horas no trapiche municipal e não viria na próxima semana. E os rapazes estavam presos e teria sido “apenas" uma briga.
Os rapazes foram presos por armarem uma briga na mesma festa em que o Fechadura  tomou seu porre. Confesso que fiquei curioso para saber como o Fechadura, porre, teria prendido os três rapazes…
Assim que eu terminei de ler a denúncia, ouvimos um barulho estranho, vindo lá do fundo do fórum, lá atrás, onde fica a cela, passando o salão do júri que eu não havia inaugurado porque ninguém se matava. Parecia barulho de ferro.
“Goela”, chamei o meirinho. "Veja o que foi esse barulho, por favor.”
Tive a impressão que o Goela havia enrugado a testa. Mas não dei bola, e continuei a audiência.
“Sim, Mala (não tô xingando, era o apelido!), me falas como vocês foram presos!”
“Ah, doutor, nada não, foi só uma briga e como a gente tava apanhando, saímos correndo e o Fechadura que nos prendeu”.
"O Fechadura sozinho?”, perguntei.
Barulho de ferro de novo. 
Vi que os presos se olharam. O promotor arqueou uma sobrancelha, e o Goela olhou pra mim. 
“Bora Goela. Descobre o que é isso."
E saiu o Goela de novo.
Entrou o Fechadura para o depoimento. Comecei a perguntar:
“Nome”?
“Fechadura”.
“De batismo?”
Ele colocou a mão no bolso detrás da calça, em silêncio.
“Sim, Fechadura, não sabe teu nome, caramba?”
Ele pegou a identidade do bolso e estendeu para mim. Li o nome e… é… vamos deixar por “Fechadura” mesmo!
Barulho novamente. Notei como todos ficaram desconfortáveis nas cadeiras. 
Sabe quando se tem a impressão que todo mundo está sabendo alguma coisa e falando com os olhos, menos tu próprio? Pois é. Eu estava assim.
Pela minha lista, eu estava curioso para saber como o Fechadura prendeu os três, saber o que todos ali pareciam saber, menos eu, e o que era o barulho!
Vamos começar pelo Fechadura!
Depois que qualificado, disse para o Fechadura contar a história da prisão.
“Ah, doutor, eu tava na esquina do Bar no Seu Nonô, e vi a correria deles vindo pro meu lado, isso perto de 2h da madrugada. Esperei passar por mim e mandei parar.”
“Só isso? Eles pararam? Tu apontaste alguma arma, como foi?”
“Não doutor, só falei do jeito certo”.
“E que jeito……” Barulho. 
Todos se levantaram. Até os presos!
“É ele!”, disse o Mala. Todos se olharam como quem concorda. Que diabo de “ele”???
“É o Bento!”, falou o Sonrisal.
Bento? Quem é Bento, pensei? será que era alguém da briga, ou coisa assim? Mas por que o promotor e o Goela estão assustados?
“Bora deixar a audiência pra segunda, doutor”, disse o Goela, com uma cara séria como eu nunca havia visto.
Daí, me irritei. 
“Para tudo! Alguem me explica o que tá acontecendo”!
“Esse barulho, doutor. Isso é visagem”!
“Hein? Visagem? Que é isso?”
“É o Bento, doutor. Ele se matou por causa de um processo aqui do fórum, faz uns dez anos! E agora, quando tem gente de noite aqui, o Bento fica revirando tudo, atrás do processo. Bora deixar pra segunda, doutor!”
Eu tava admirado. Parecia que todos falavam serio! Só eu não sabia daquilo, pelo jeito!
“Vocês estão ficando loucos? Visagem o caramba. Os guris estão presos! A gente tem que resolver isso hoje!”
“Tem nada não doutor!”
“Hein?”
“Tem nada não, doutor!” Era o Sonrisal.
“Como assim, não tem nada?”
“A gente espera até segunda!”
“É!”, falou o Mala.
“Espera o quê?”
“A gente fica na cadeia até segunda, doutor, daí o senhor faz a audiência de manhã”.
“É!”
Mais um barulho! Todos levantaram! Até o promotor. 
Quando eu me virei para o Barganha, que tava digitando a audiência, ele já tirou a folha da máquina de escrever, antes de eu ditar qualquer coisa:
“Tá pronto doutor. Coloquei que o senhor suspendeu a audiência e continua na segunda pela manhã.”
Dali, para sairem todos do fórum, foi menos de dois minutos! 
Descobri que o fórum era assombrado. Ah, como o Fechadura prendeu sozinho os três, e o que são os barulhos da “visagem”…?
Essa eu conto outro dia!

Por Luís Augusto Menna Barreto

38 comentários:

  1. Eras! o Bento fica atrás do processo dele. Kkkkk. O fechadura, sonrisal e Goela ficam de boa achando normal. Boa, muita boa para contar essa história, quero ver quem vai trabalhar final de semana sozinho no fórum depois dessa.

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    1. Pois é... lembras do fórum antigo de Breves? Imagina só ficar ouvindo barulhos naquele fórum...???

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  2. 😊😊😊 saudade! Hoje pude voltar a essa o blog.

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    1. Ah, Bárbara... obrigado por voltares...
      És sempre bem-vinda!!

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  3. Oi amigão muito legal o texto, quem é do interior sabe muito bem a seriedade como estas histórias de assombração vão passando de uns para outros sempre aumentadas em cada versão. Fazem parte do dia a dia e acontecem sempre a noite variando do medo e da imaginação de cada um. São legais e fazem parte da nossa cultura. Aguardo o fim da história.

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    1. De fato, quem anda pelos interiores sabe que sempre há alguma visagem em ida cidade. Em muitas delas, o caso é no fórum. Há casos de prefeituras assombradas. Também gosto dessas maravilhosas histórias... ... mas confesso que quando a gente de alguma forma participa de eventos assim, na hora não é muito agradável... rsrsrsrs
      Obrigado, Dr. Izamir!

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  4. Boa, doutor... muito boa! Assombração é a cara do interior... em criança, ia muito de férias para a casa de minha avó, que fica num interior do ceará. E fui dormir muitas vezes assombrada com as histórias assombrosas que eles contavam... E acreditavam! E aqui fico aguardando ansiosa, a continuação de como o Fechadura de porre, conseguiu prender os três.

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    1. Eu que me criei no interior do Rio Grande do Sul, também convivia com algumas histórias de assombração... e lembro em algumas noites de chuva, que o assunto era justamente sobre "visagem", e depois a gente nem conseguia dormir, todo assustado...
      ... o Fechadura...? Ah, também estou curioso. Vamos fazer com que conte a história...!
      Obrigado, professora...!

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  5. Gosto de histórias de visagem, é bem nossa cultura, estou ansiosa pelo restante da crônica...deve ser bem engraçada...vc tem o dom de nos presentear com seu dia a dia contado em crônicas...obrigada poeta!!!!

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    1. Eu também, Tel, adoro histórias de visagem, histórias de meter medo, como eu as chamava quando era menina. E eu tinha medo, muito medo.

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    2. Ah.... mas então, Tel e Ana, deixa eu confessar.... quando criança, eu tinha muito medo, também. E era só começar a contar histórias de "visagem" que no meio da noite, lá eu aparecia no quarto da mãe, já levando meu colchãozinho para botar aos pés da cama, onde, por mágica, eu dormia tranqüilo, tranqüilo...!!!!
      Espero que na terça, essa história seja esclarecida!!
      Obrigado, Tel e Ana!!

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    3. Eu é que digo obrigada a ti.
      Aleluia!
      Tel, tu foste a motivadora de tal milagre!Pela primeira vez na vida, Luís Augusto Menna Barreto me chama pelo meu nome. Sim, porque para ele, até agora, eu era "mais ou menos" um adjetivo: escritora. Ou um substantivo comum.

      Claro que não vou tentar fazer qualquer análise psicanalítica disso. Posso até endoidecer de quando em vez, porém em momentos cabíveis.

      Mas adorei vê-lo me chamando pelo meu nome. É que, apesar dos pesares, ele é um amor de gente.

      Vai aqui um beijo para você e outro para ele!

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    4. E agora...??? quais os pesos desses "pesares".... ???? rsrsrsrs

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    5. O peso dos pesares? Levinho! Menos pesado que Popó, no início de carreira.

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    6. Eu que agradeço a vc querida Ana Macedo e ao poeta por diariamente nos presentear com belos textos...Qdo são assombradas e com humor, melhor ainda....bjos...

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  6. Pois então, lembro, quando andei em Curralinho, disseram que o Fórum era assombrado e eu andei trabalhando de madrugada por lá, graças tive eu que não topei com nenhuma assombração. Fazendo a leitura do conto de hoje, nós deparamos, novamente, com um conto que tem relação com assombração. Sexta-feira, fim de semana e todos (menos o juiz), lá pelas tantas, decidiram que o melhor a fazer era transferir a audiência para segunda-feira de manhã por causa de uma assombração. Incrível, os Foros da Ilha de Marajo e, pelos contos que se relatam e a população comentam como verdadeiros, existe esse nicho que armazena na cultura popular da região Marajoara e, que, de uma forma ou de outra, transforma os contos, as lendas em fatos possíveis de acontecer. Pois muito bem, hoje e sexta-feira e vou confessar para vocês que, minha resposta ao conto de hoje continua na próxima segunda-feira até porque acho prudente, falar em assombração na sexta-feira não e muito bom. Aguardo a continuação do conto. Até segunda-feira. E isso aí.

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    1. Por ter sido alertado do perigo de falar em assombração na sexta, eu deixei para responder aos comentários no sábado!!!
      O senhor também tem aventuras para contar...!!!!

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    1. Ta..... vais dizer que tu não tens tuas histórias de visagem...????

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  8. Quem terá sido o Bento???
    Fiquei curiosa pelo final da história da "visagem".
    Só no aguardo...

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    1. Bora saber disso na terça, mana... vou ver se falo com o Goela e com o Fechadura!!

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  9. Dois aspectos nesta crônica de hoje selecionei para comentar.

    Um é sobre a habilidade do escritor em nomear seus personagens. Isso seria apenas um dado sutil e imaginativo do seu processo de construção desses seres “reais” da sua ficção. Mas observo que muito mais que isso, L. A. Menna Barreto, ao nomear os personagens dos seus textos, ele demonstra a percepção elaborada que tem, mesmo que isso seja inconsciente, das marcas da cultura dessa comunidade que serve de cenário para seus enredos. Não são “apelidos” aleatórios. Eles têm sempre uma razão ou histórica, ou social, ou biológica, ou... E isso é óbvio que dá muito mais vivacidade a sua narração.

    O outro aspecto tem a ver com a competência que o autor teve em introduzir, e somente introduzir, um componente absolutamente subjetivo da cultura desse ambiente humano, que são as “visagens”, as quais fazem parte do repertório das crenças de seus personagens. Nisso, ele foi absolutamente genial. Simplesmente abriu o caminho e deixou os leitores com a respiração suspensa.
    XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
    Muito boa técnica, meu cronista! Com intenção ou não, tu foste hábil.
    Com meus parabéns, vai o meu abraço de todo dia!

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    1. Ah, escritora....
      Eu nem sei responder aos teus comentários, porque fico (como diria minha mãe) um "pavão" (e com isso ela quer dizer "todo exibido")...
      Eu recomecei a escrever crônicas em 31 de janeiro DESSE ano de 2016. E, se fores reparar, escritora, as crônicas do começo são bem diferentes das de hoje... Fui prestar atenção nos nomes somente a partir da 9a Crônica: "A Liberdade de Odorico, Conân e Não Me Lembro", publicada em 1o de março. Assim como os apelidos da vida real no interior, penso que também na descrição dessas vidas pelas crônicas, eles ajudem a contar a história quando não são, eles próprios, os apelidos, a boa história.
      A mim, sem entender sobre as técnicas das escritas, dá a impressão que o texto a história ganha mais vida... quando os personagens tem esses apelidos que tanto gosto (na vida real e nas crônicas), há uma dinâmica mais agradável ao escrever.
      Sem de forma alguma pretender comprar-me, mas às vezes, imagino que alguns dos personagens caberiam nos romances de Jorge Amado (de seu conhecido Ilhéus - a ambientação dos romances, não ele, natural de Itabuna), ou em alguma novela de Dias Gomes...!
      Já até pensei em aventurar-me no terreno da "realidade fantástica" (dominado tão bem por este último, como pelo maravilhoso Gabriel Garcia Marquez), porque acho que os cenários do Marajó, onde esses fatos tão reais (quem sabe exagerados só um pouquinho...!!) acontecem parece-me tão propício...!
      Quem sabe... quem sabe.....?!
      Um abraço super imenso... não vejo a hora de poder conversarmos, seja no Marajó, seja em Fortaleza, no encontro, seja nos lançamentos dos teus livros, aos quais já fiz a promessa e torno-a pública, far-me-ei presente!

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  10. Ah não! Tática de mil e uma noites!
    Vamos ficar nessa ansiedade, depois dessa amostra de visagem!? Muito suspense... Adorei!

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    1. ... e não é que eu não havia pensado nisso?!!!! Foi por acaso que a história foi partida. Não queria casar os leitores e o problema maior: ninguém queria ficar ali para contar o final dessa história. Os rapazes estão presos (e satisfeitos) porque na delegacia não há nenhuma história conhecida de visagem!
      Terça-feira quero sentar-me com o Fechadura para esclarecer a história da prisão... e quero ver se alguém me explica direito a história da "visagem"!!

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  11. Olha!!! Só faltava uma de visage... rsrsrsr muito boa!!! Mas ficastes com medo???

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    1. Olha, guria... foi tudo tão inusitado e surpreendente para mim, que, NA HORA, nem lembrei de ter medo... mas aguarde o resto da história....!!

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    2. Ahhh! sim. Ansiosa pelo desfecho...

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  12. Adoro histórias de assombração... desde criança!
    Não foi atoa que viajei até a Romênia para conhecer o castelo do Drácula (sim, ele existiu! Foi um príncipe louco de outras épocas... e não tinha nada de vampiro! Mas deu origem à lenda!)
    E agora não sei se estou mais curiosa para saber como o Fechadura prendeu sozinho os três "cabra" ou quem foi o tal "Bento"!

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    1. Ah, poetiza.... também eu estou curioso por estas resposta sobre "Fechadura" e sobre os barulhos no fórum!!!

      Romênia.... ah...... como quero, um dia, fazer estas viagens...! Um imenso abraço...

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  13. Deus me livre!!! Não entro nesse fórum nem a pau... Rsrsrs.... Pense numa pessoa que tem medo de visagem!!!!!!

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    1. Olha...... que bom que pegaste i Forum novo de Breves.... porque no antigo, uma servidora, um dia, estava limpando o fórum e largou a vassoura onde estava porque disse ter visto visagem e ela simplesmente nunca mais voltou no fórum pra trabalhar....!!!!!!! Acho que o novo ainda está a salvo!!!!!

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  14. Caro escritor, boa noite. Boa também a todos os leitores de seu blog. Acabei de ler em voz alta a crônica da "visagem" ou "livuzia", como chama-se lá pela terra da escritor Ana Isabel. Não me referi a ela diretamente pelo título, motivo pelo qual já me desculpo, por que gostamos muito do Bento, o oculto. Disse "gostamos" porque meu ouvinte foi um grande amigo-irmão: Cláudio Contreras. Nós lá pelos idos de um tempo, quando começávamos a desconfiar da "verdade absoluta" passamos horas lendo os contos de Edgar Allan Poe. E adoravamos! "O barril de Amontilado", "O gato preto", "A queda da casa de Usher", entre outros. Portanto, curtimos juntos a sua crônica. Destaco a facilidade que o nobre escritor tem para inserir discretas e relevantes notas de humor, nos mais variados temas. Talento que eu não tenho. Se fosse escrever algo sobre "livuzia", certamente seria algo telúrico. Receba aqui nossos (meu e de Claudio) aplausos....

    Boa Noite Nua!

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    1. Ah, misterioso Sedrick... certamente haveria de entusiasmar-te essa história, eis que ao que vejo, tu aprecias mais as sombras, acolhendo-te a Noite Nua que, antes de ser um momento, é um teu lugar, é o plano em que inseres de modo voluntário... ... tuas reflexões, de fato, não deixam muito espaço ao humor... mas não o consigo evitar, porque os personagens que me cercam riem-se da vida, na vida e de si mesmos... o que me contagia... ... e faz com que essa seja a única forma possível que encontro de falar das agruras...!

      Agradeço essa gentileza tamanha da leitura em voz alta, dividindo-a com irmão que eleges...!

      Aos dois, um abraço sincero!!!! E um agradecimento efusivo!!

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    2. Cláudio! Grande Cláudio Contreras. Este, POETA, toca bonito um violão.

      Sedrick, peça a LuAlves para convidar Cláudio Contreras para visitar este blog e passear conosco por estes espaços!

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    3. Recebido o recado! Já convidei-o para se juntar a nós! No aguardo...

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  15. Simplesmente fantástica a forma como faz rir de forma séria, estive presente naquela sala (rindo) com certeza, porque vi cada imagem, cada personagem, e a fisionomia cômica de cada, por sinal... um deles até um palito de dente tinha dançando na boca. (risos) A seriedade com que as pessoas acreditavam em assombração, e os apelidos então... sem comentários, muito bom! Gostaria de saber o porque do apelido Sonrisal,rs será que tinha muitos problemas estomacais? Ou era pelo modo escandaloso de rir alto? (rindo ainda) Não tenho tanta curiosidade em saber quem era o Bento, mas deixou-me curiosíssima por saber o que é "Visagem" e também, do que se tratava o barulho. Acredito que hajam muitas energias perdidas no caminho, mas não creio que este barulho fosse uma delas. Eu já diria que era um anjo ... perdoe-me a audácia Poeta... mas me fez sorrir muito com está crônica, bom demais. Parabéns sempre! Abraços!!!

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