segunda-feira, 20 de junho de 2016

diálogos - "...quase verdades!"

Diálogo

Originalmente  publicado no antigo blog
"Menna Comentários", precursor deste.
Data da postagem original: 07.03.2016.
Comentários na postagem original:  2.
Visualizações até ser retirado:  158.


“Essas histórias todas que tu me contas, são verdadeiras…?”

“Verdadeiras…? … a verdade sempre me pareceu tão diferente em cada um. Será que existe só uma verdade, ou cada um tem a sua própria e só achamos que é verdade quando finalmente nos agrada que seja?”

“São verdadeiras?”

“Algumas são… outras nem tanto…”

“Por que tu me contas o que não é verdade?”

“Não disse que não é verdade… disse que não é tanto verdade… eu te amo… quero te proteger de verdades que machuquem… então, conserto as verdades com gentilezas pra que sempre sejam um carinho quando chegam pra ti”

(Do conto “Entrelinhas”… que ainda não escrevi… porque o personagem ainda briga comigo, e ainda fala o que peço para ele não falar…)


Por Luís Augusto Menna Barreto

34 comentários:

  1. Só li verdades no seu texto! Simples assim.

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    1. Vê....? tudo depende da forma como a gente fala e da disposição de quem quer ouvir...! Se eu falar que o amor é sempre uma coisa boa, talvez seja minha verdade... ... mas talvez haja quem não acredite... A verdade não depende somente de quem a fala... depende de pra quem falamos, como haverá de querer ouvir!

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  2. Acredito que o que acontece é que cada um tem o seu jeito de dizer a verdade.
    As verdades, dependendo da forma que são ditas, machucam menos.
    Depende de cada um... Ou de cada uma...

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    1. Uma rosa atirada contra o rosto, pode ferir com os espinhos... a mesma rosa, entregue com carinho, pode trazer um sorriso!
      Dizer, pois, "toma tua flor" pode ferir ou fazer sorrir. E ambos são verdades...!

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  3. Brinco dessa brincadeira, mas o fato é que meias verdades são meias mentiras...

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    1. ... ou, como diria Quintana: "a mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer..."

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    2. Rsrsrsrs Ana... penso que vou dar a receita para a professora Norminhasac... daí ela prepara uns para tomarmos no encontro literário... mas o gelo raspado com suco de fruta (gosto do maracuja) é simples e puro... como a verdade... ou a mentira... ahhh já não sei...

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    3. Sábio o Quintana... um doce de conceito... aí... aí...

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    4. Talvez pela dor da verdade preferimos a mentira "esquecida"... verdade!

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    5. Ah, Sylvia, quero essa raspadinha!! No CIRCO ou no encontro em Fortaleza: #literaturaabraçafortaleza !!!!

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  4. Realmente a verdade é de cada um! Muitas vezes se omite a verdade para proteger alguém, outras para fugir da repreensão. A verdade é uma palavra um tanto difícil de ser vivida inteiramente. Nem todos aceitam a verdade poeta, fingem não ouvir...não ver! O pior parte de não se aceitar a verdade é que parte de nós se perde no tempo, esquecemo-nos do que verdadeiramente sentimos, ou desejamos para agradar a outros!!! Fantástico seus diálogos, pequenos acontecimentos do dia a dia mas.....complicados de explicar!

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    1. Mil obrigados, guria...!!
      A imensa maioria dos diálogos foram reais e aconteceram comigo. Alguns, inclusive que já publiquei, nasceram nas próprias conversas iniciadas no blog...!
      Este, foi u dos poucos que foi uma questionamento de personagens... mas poderia ter sido uma verdade dita a alguém...!

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  5. "(...)conserto as verdades com gentilezas pra que sempre sejam um carinho quando chegam pra ti”

    POETA, te juro que eu entendo esses consertos das verdades. Eu e SEU GONÇALO. Por isso, vou entregar a palavra a ele, que é doutor em viver, e deixar ele soltar a língua:

    "Que ocês ama os zonzoutro, eu sei. Agora, não pensa que os dois tá soldado um no outro e que nada é capaz de apartar ocês, não. A cola que junta um home e uma muié tem sempre que ser assuntada, pra que os amante possa fazer o renovo. Ela, a cola, pode gastar o grude. E, mermo, meu fi, além de tudo isso, ainda tem os inesperado da existença, que faz os sonho dimundar e, às vez, inté morrer. Eu sei que ocês se ama muito, mas é bom os dois ir cuidando de pensar, pra se prevenir, que o amor é como um fulô bem delicadinha que precisa de muito cuidado, muita proteção e, como tudo que é vivo, carece de comer e de beber."

    (Macedo, Ana Isabel Rocha. MALVA - um meio sorriso e um certo olhar. p.65)

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    1. Ah, como quero lê esse livro...!

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    2. Deixas eu fazer coro, professora: como queremos a republicação deste livro... de há muito não o tenho... não, não é por desprezo... é por haver gostado demais... livros que gosto demais, quero que mais gente leia... triste é o livro novo na minha prateleira... parece doente, que ninguém quer tocar. Daí, que certa vez, tinha uma amiga que eu queria demais que lesse Malva... e emprestei... e ela o emprestou e do empréstimo foi emprestado... Malva anda por aí......
      .... e assim, já fiz mil vezes... mesmo sendo o único, o livro bom vou passando adiante! O maior elogio que posso fazer a Malva é dizer que foi, sim, emprestado!
      Mas, como tudo o que é bom, quero de novo! Assim, estou na fila da republicação!!!
      Cadê, escritora????

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    3. O livro Malva vai ser reeditado, sim.

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  6. As provocações que provocas com teus textos provocantes, são bem mais interessantes que as verdades ou ilusões de onde eles se originam.

    Assim penso eu. rs

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    1. Ah, escritora Rosa.... este originou-se de uma ilusão... a ilusão de que eu conseguiria escrever todo o conto, falado por entrelinhas... de repente, meu personagem começou a falar demais. ... e eu não o dominei.
      Quando isso acontece, invariavelmente eu o abandono por um tempo e procuro encontrá-lo depois, por aí... saber como andou, o que fez... e se tem vontade de voltar a ser escrito...!!

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  7. "...conserto as verdades com gentilezas pra que sempre sejam um carinho quando chegam pra ti” Lindo isso! A verdade muitas vezes machuca e quando machuca, doi! Às vezes é só a forma como falamos...

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    1. ... exatamente, professora...
      E, muitas vezes, sequer a falamos, para não machucar.
      A verdade necessita de cuidado. Às vezes, penso que seja como um remédio, uma droga... na dosagem certa, ministrada com cuidado, haverá de curar e faz bem... ... mas existe a dose letal...

      ... mas seria possível morrer por verdades...?!

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    2. Eu acredito que sim! Muitos já morreram! Mesmo nos dias desacreditados de hoje, é possível sim, morrer por verdades!

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    3. Pois é, professora.... então, quem sabe, uma pequena dosagem de "mentiras sinceras" não seria um bom equilíbrio??

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  8. Num relacionamento não existe meias verdades, não existe uma proteção ao outro por não dizer a verdade, isso só gera desconfiança e dúvidas no coração e no bem querer. Quem quiser proteger a si mesmo ou ao outrem não contando a verdade verdadeira para aquele ou aquela que se quer, é melhor que não exista o relacionamento é que cada um siga seu caminho. É melhor assim

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    1. Respeito isso. Essa maneira direta, honesta, me que é tudo claro... .... mas quem sabe, às vezes, em vez de dizermos "estou com dor de cabeça", nós dizemos: "estou bem... só vou descansar um pouquinho"... talvez seja uma verdade disfarçada em gentileza..... e só isso...!

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    2. Pode ser... mas mesmo dizendo desse jeito preferisse a verdade... é só o carinho que acrescenta... mas a verdade faz bem à alama...

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    3. A verdade sempre prevalece! É uma questão de ficar livre... Deixar bem o espírito... Pode doer, mas você liberta-se!

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    4. Mas 'preciso essa dor, se uma "quase verdade" dita com gentileza puder vir como um carinho...?

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    5. Norminha... corrige minha resposta, por favor!

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  9. Verdades consertadas com gentilezas...
    E com gentilezas , tornas verdadeiro nossos dias. Obrigada, amigo escrevedor, por tantas verdades consertadas...

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    1. Obrigado a ti, Silvina... por sempre achares um tempo do teu dia, pra vires aqui, derramar pra mim, tua gentileza!!

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  10. Amigão que lindo, dizer verdades com poesia e fazer poesia com verdades e gentilezas com rima sem sina, apenas sinta.

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    1. Ah!, Doutor Izamir... ... e descubro-o, ainda, poeta!! Que maravilha!!!!
      Mil obrigados...!!

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