domingo, 26 de junho de 2016

pensamentos perdidos - O CIRCO - parte 6 de 13

Pensamentos Perdidos:
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Há dias, já, que se havia ido o circo. Mas ele conseguia fazê-la rir, ainda, repetindo dezenas de vezes as mesmas piadas que aprendera com os palhaços.
Eu gosto quando você me faz rir. - Dizia ela.
Eu gosto quando você ri. - Respondeu.
Você é um palhaço! - Falava entre sorrisos, enquanto ele fazia caretas e tentava imitar os malabaristas com três laranjas. - Deveria entrar para o circo!
O seu riso basta-me. Minha alma alegra-se só por fazer-lhe sorrir. Se algum dia você não sorrir mais pra mim, aí eu vou embora com o circo pra tentar fazer todo mundo rir e tapar um pouco o vazio que ficará no meu coração.
...
O sorriso, agora, era uma lágrima no olho da menina.

Por Luís Augusto Menna Barreto









35 comentários:

  1. Ah, é tão bom ter ao nosso lado pessoas que nos fazem rir! E com certeza, essas pessoas nos fazem bem! Posso dizer-te, poeta, que meus dias ficaram mais alegres com teus escritos...

    "Eu gosto de você
    E gosto de ficar com você
    Meu riso é tão feliz contigo..."

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    1. Professora....
      Muito obrigado por essa gentileza e essa poesia toda... que canção maravilhosa...
      ... e, ufa... essa eu conheço...!!!
      Linda...!
      Obrigado!!

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  2. Lindo, como é bom ver o sorriso no rosto de quem amamos...qdo amamos queremos sempre a felicidade e o contentamento do amado...ver feliz aquele que amamos nos faz tb feliz, isso é amar...

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    1. Acho que esse é o amor, aquele incondicional, Tel, e Ana...
      ... mas há outro... aquele que alguns dizem que sequer é amor: o amor egoísta que quer a felicidade do amado(a)... se for ao nosso lado. Aquele amor de querer ver o riso que nós produzimos... amor-paixão!

      Tão mais lindo é o amor que vocês duas falam...!!!
      ... ah... tão mais lindo!!

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    2. "Ele se aproximou com passos lentos.

      - Bom dia, moça. Tem “bom-bom” de saudade?

      Riso. Havia algo de tímido naquela moça. Nada ela disse, além de um “Oi”! Ele também nada acrescentou. Aproximou-se. Segurou em sua delicada mão feita sob encomenda. Olho-a. Ela sentiu um calor tomar-lhe as entranhas. Percebeu o atrito do bico dos seios com a seda da blusa branca. Intumescidos, explicitava a reação em cadeia que lhe fugia ao controle. Ele acabara de tocar em seu rosto, em sua cicatriz. Ela cerrou os olhos e suspirou. Foi como se o dedo tocasse-lhe a intimidade mais oculta. Nada foi pronunciado. Há momentos em que a palavra parece pouca."

      É assim que eu sei dizer... é assim que eu vejo ela lindeza que o Tel Bezerra disse... (do conto "O Sorriso")

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  3. O circo se foi e deixou lembranças e marcas vivas do cercado do circo ainda com o o serrado que mais dias menos dias, desapareceria e aí, só fica a lembrança. Mas não fica só a lembrança, fica também o bem querer de dois jovens que se olham e que se querem bem. A ela o sorriso quase permanente com a presença dele e, ele, se alimentava daqueles sorrisos e fazia macaquices, malabarismos como se o circo ainde estivesse ali para que ela não parasse de sorrir. Uma história de um namoro incipiente, em que o sorriso era a chama do bem querer até porque, nenhum e nem outro queria que aquele momento acabasse. Mas o circo foi embora... deixando saudades e lembranças para o todo sempre de suas existências. É isso aí.

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    1. Ah.... de fato, Dr. Valdomiro...
      Era tão triste quando o Circo, lá em Santo Antônio da Patrulha ia embora e só ficava ali o vazio da grama morta, a serragem onde era o picadeiro....
      Ficava sempre uma pontinha de tristeza... ou saudade... ou os dois... e contávamos os dias para que um outro Circo viesse para a cidade!!

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  4. O circo deixou suas lembranças...
    Mas naquele momento para aquele palhaço, só interessava fazer rir, uma única platéia: seu amor.
    Para seu amor eram suas piadas, seus malabares, seus espetáculos. A ela interessava fazer sorrir.
    E a lágrima escorrida a mais sincera demonstração deste amor correspondido.
    Acho eu...
    Tomara, vou torcer, para que este palhaço não precise sair a procura de outros risos.
    Bom domingo!

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    1. Quem sabe, mana....?
      Acho que já na próxima parte, a história mostrará seu rumo....!!!!

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    2. Quantos (sol)risos cabem num coração Sedrickiano?

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    3. Quantos...??
      Por onde andas, Yuri....??? A última vez que tive em teu encalço, foi saindo da redação...... mas perdi o elevador e, quando cheguei à rua, teu táxi já ia longe.... ... e, cá entre nós: impossível seguir aquele motorista alucinado!

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  5. Hoje estou um pouco melancólica...Só vi...prefiro não comentar...Já falaram tudo e eu concordo com todos...
    Um abraço poeta!!!

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    1. Então vem.... senta aqui com a turma toda.... esqueces tua melancolia, assistindo aos palhaços...!! vem......!!

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  6. Sorrindo rindo, sorrindo lacrimejando, a menina agora já não é a mesma do primeiro riso. Certo é que deverá sempre sorrir ... experimentou a felicidade ... seja feliz menina.

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    1. "Seja feliz, menina"...!
      Ah, sim... experimentou........
      ..... mas há algo de dúbio na cena... não consegui ver, direito, o que o rosto da menina demonstrou. Vi a lágrima.... não sei o que a produziu dentro de si....
      Acho que já na próxima parte, a história mostrará seus rumos!

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  7. Bom dia Amigo. Muitas vezes, ela não está pedindo que ele dê uma solução, mas simplesmente que a ouça. As vezes, ela só precisa saber que eu a entendo e que estou do seu lado e diz, eu só queria que você entendesse como eu me sinto. Quando os dois se entendem os dois saem ganhando. Isto é a vida, saber vivê-la é um dom divino.

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    1. Mais uma vez, és exato, Dr. Izamir...!
      ... a pergunta é: ele sabia ouvi-la...?

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  8. Uma lágrima brotou também em meus olhos. O circo foi só o elo que os aproximou e uniu, embora o circo verdadeiro seja um símbolo enorme de alegria, dedicação e carinho. Ele, o circo foi somente o fio que o universo usou para o malabarismo do destino chegasse ao outro lado. Que amor lindo dos dois. Espero, sinceramente que ele não precise nunca ir com o circo sozinho, mas se tiver que ir...que ela vá com ele. Ótimo domingo! Poeta que emociona!

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    1. Mil obrigados amiga, pela linda alegoria em teu comentário!!
      Essas duas opções, de fato, parecem que haverão de pautar a escolha que se apresenta para a próxima parte!!!

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  9. Quando eu era menina, eu, Ana Isabel, tempo próximo da puberdade, uma das minhas fantasias era fugir com o circo. Lembro-me que em minha fantasia havia um moço lindo pelo qual eu estava perdidamente apaixonada.

    Depois eu me apaixonei de verdade. O moço? O moço nem era bonito e nem era de circo.

    Bem, mas aqui na calçada a história que estou contando é outra. Quem vem para cá? Vou começar! Já comprei rolete de cana.

    XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

    (...) resolvi entrar sozinha na jaula primeira, a fim de alimentar os bichos ferozes.

    Aí... Talvez não tenha transcorrido ainda nem meio minuto que eu estava sozinha dentro da jaula, vez que nem a grade-porta dera tempo de eu fechar, quando o leão mais velho me atacou e jogou-me longe uns dois metros. Lembro-me do vermelho do meu sangue jorrando em minha frente, e as outras feras se aproximando e emitindo um som do qual jamais me esquecerei. Não sei se me recordo de tudo, mas o que retenho na memória não condiz com uma cena desta nossa realidade. O que guardo em mim é um acontecer típico de um universo fantasmagórico. As minhas lembranças desse momento são todas de várias imagens superpostas e moventes dentro de um mar de sangue. Dentre elas, há um rosto de palhaço.

    Depois... Só depois, bem depois, fui dar por mim em um leito de hospital, toda enfaixada e com um grande curativo no rosto. Quando isso se deu, um mês já havia se passado desde que eu sofrera o ataque das feras.

    Contaram-me então que no instante em que o leão me atacou, o grito que eu dei ecoou em toda área do circo. Foi aí, sem titubear um segundo, que o mais novo palhaço do circo, arrancou, do torno, o ferro de tocaiar as feras, que o domador sempre usara no período em que as domava. Como um relâmpago, entrou na jaula e conseguiu me resgatar dos bichos sanguinários.

    A medida que eu me recuperava...

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    1. Ah, Ana... sempre enriquecendo nosso cantinho de encontro diário... Sento contigo e aceito o rolete de cana! Adoro! Também na minha adolescência sonhava fugir com o circo e sempre com um mocinho bonito... Tempos maravilhosos, que povoavam minha mente de sonhos... A cana está acabando... quem traz mais?

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    2. Norminha, no Pará tem cana? Se tiver, o Menna bem que poderia trazer, não acha? Meus outros dois companheiros de beira de calçada não vêm hoje, estão de ressaca do São João. Lu e Sedrick forrozaram não sei quantas noites.

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    3. No Pará, Ana e professora Norminha, eu não sei se tem cana... mas acho que tem! O que tenho certeza é que em Santo Antônio da Patrulha, lá onde a mãe, a mana e a Maria Júlia moram, tem! Santo Antônio é conhecida, entre outros atributos, como "terra dos canaviais"!! Sobretudo na época do "pró-álcool" (antiga essa, né?!) plantou-se muita cana de açúcar!! E, a 17 Km de casa, na estrava "velha" que leva em direção ao litoral, tem a usina da Agasa, que foi muito próspera e sustentou toda uma comunidade!
      Bora pedir para a mana levar a cana!!

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    4. Boa noite a todos! Saudações ao nobre escritor. De vermelhidão eu entendo, Ana Isabel. De todas elas. Certa vez, não num circo de lona, mas no circo da vida, eu conheci uma Leoa. Vestia-se com um manto rubro, desses que se espelham em nossos olhos e nos fazem meninos. Eu a tomei pelo braço e dançamos um Tango. O salão parou. Não por mim, certamente. Ao contrário do óbvio, eu a seguia em seus felinos passos... E o vestido dela dava voltas no ar e deixava desnuda suas pernas de neve. E eu fui...fui...fui como um ninguém, negando minha natureza Sedrickiana. Fui desarmado, sem ferros. Sem lanças lancei-me sob o seu salto dela.
      Felina que era, sangrou-me sim... inevitável o desfecho promovido pelo instinto que a natureza lhe dera. Sob a lona, hoje, em mim, apenas cicatrizes... Não! Minto... tem também um poema do Gullar:


      "Cantiga para não morrer"


      Quando você for se embora,
      moça branca como a neve,
      me leve.

      Se acaso você não possa
      me carregar pela mão,
      menina branca de neve,
      me leve no coração.

      Se no coração não possa
      por acaso me levar,
      moça de sonho e de neve,
      me leve no seu lembrar.

      E se aí também não possa
      por tanta coisa que leve
      já viva em seu pensamento,
      menina branca de neve,
      me leve no esquecimento.

      Ferreira Gullar

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    5. Ah Yuri Sedrick, vais te meter com leoas brancas, dá nisso aí.
      Já não gostei dela por ser tão branca, e sabendo-te sangrado por ela, eu a odiei.

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    6. Sedrick, escritora....

      ... acho que essa discussão é daquelas que não se entra... vou ficar aqui, olhando vocês dois...!

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  10. Ah!!!! O Amor...!!!
    Basta, fazer-te sorrir; basta, saber-te feliz!!!

    Lindo!!!! Muito lindo!!!!

    Obrigada....

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    1. Digas, Silvina... Já fizeste além entrar para o Circo...??

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  11. Lindo, como é bom ver o sorriso no rosto de quem amamos...qdo amamos queremos sempre a felicidade e o contentamento do amado...ver feliz aquele que amamos nos faz tb feliz, isso é amar...

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    1. Como eu disse lá em cima, amiga Tel...:

      Acho que esse é o amor, aquele incondicional, Tel, e Ana...
      ... mas há outro... aquele que alguns dizem que sequer é amor: o amor egoísta que quer a felicidade do amado(a)... se for ao nosso lado. Aquele amor de querer ver o riso que nós produzimos... amor-paixão!

      Tão mais lindo é o amor que vocês duas falam...!!!
      ... ah... tão mais lindo!!

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  12. Ele parece dizer: se eu não conseguir mais alegrar teu coração perdi a utilidade

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    1. Então eu acho, Thaís, que ela será sempre útil!!

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  13. Que lindo!!!! Vou levar comigo pelo menos um retalho desse pensamento:"o seu riso basta-me. Minha alma alegra-se só por fazer-lhe sorrir. Se algum dia você não sorrir mais pra mim, aí eu vou embora com o circo pra tentar fazer todo mundo rir e tapar um pouco o vazio que ficará no meu coração."

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    1. Ah, guria!!!!
      Mil obrigados por tamanha gentileza!!!
      Fico realmente feliz que o escrito tenha-te agradado!!!!

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