segunda-feira, 15 de agosto de 2016

diálogos: "...pontos de vista!"

Diálogo:

Originalmente  publicado no antigo blog
"Menna Comentários", precursor deste.
Data da postagem original: 28.03.2016.
Comentários na postagem original:  5.
Visualizações até ser retirado:  161.

"... o tempo parece que vai corroendo..."

"Ou consolidando..."

"... parece que vai entediando..."

"Ou nos permitindo novas descobertas."

"... é inevitável: o amor vai morrendo!"

"Ou esperando que trilhemos o caminho de volta procurando as pistas que ele deixa!"

Ela se irritou:

"Como é possível você pensar assim? É claro que o amor precisa do novo pra se manter vivo."

"Faça coisas novas pelo mesmo amor."

"O amor não é assim!" Ela continuava irritada.

"No fim, o amor é escolha. Eu escolhi continuar amando! Vê nossa conversa. Tudo o que fiz foi escolher palavras diferentes das tuas pra falar de um mesmo amor."

O que ela, irritada depois de mais um rompimento, não sabia, era que o amor do qual ele falava, era por ela...

(Diálogo de um conto não terminado!)

Por Luís Augusto Menna Barreto






34 comentários:

  1. Prefiro trilhar o caminho por onde o amor foi construído e reacender a chama do que ficar procurando novos motivos para salvar um amor que está se perdendo no tempo...qdo se ama de verdade não precisamos de novidades...precisamos de compreensão para superar as diversidades próprias da existência do ser.

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    1. Ah, Tel!!! Acho que é exatamente assim como tu falaste que tem de ser!!!! O amor deixa pistas.... às vezes, basta seguir o caminho de volta!!

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  2. Sei não! Acho que amor é permuta. Amor em uma única direção é fadado a morrer. Primeiro o não-amado sofre, sofre, sofre, mas depois o amor deixa de ser.

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    1. Acho que amor também se constrói... às vezes uma casa, quando não é cuidada, fica velha e pensamos até em trocar... mas se a cuidamos, reformamos, empenhamos nosso cuidado nela, fica tão linda quando sempre a achamos, e com o conforto que sempre conhecemos...
      ... sei lá... como uma certa casa em uma certa praia com oceano dos dois lados...!

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  3. Querida Ana,vc está certa, amor é permuta, mas entendo que não exista um não amado, o que acontece nas relações é um desgaste próprio do tempo que o dia a dia causa, então vamos trilhar os caminhos de volta como diz o poeta e reencontrar os motivos e as pistas que o amor construiu.

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    1. ... e como o amor deixa pistas... ah, como deixa...!

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  4. Penso que há casos e casos. Alguns até conseguem fazer o caminho de volta e salvá-Los...mas...já outros, nem o caminho de volta vão conseguir encontrá-lo mais. Infelizmente, nesses casos fica muito difícil reconstruírem.

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    1. Também tens razão... a vida é tão rica, que o amor não cabe num manual... quisera descobrirmos a receita... mais do que receitas para cura de doenças, valor teria mesmo, quem desvendasse a receita do amor...!

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  5. (Tel, perdoe-me! Tive que postar antes de concluir o que estava a dizer.) Então vamos lá!

    E quando se compara amor com flor, isso é mais do que rima e, também, mais do que retórica e muito mais do que pieguice (embora pareça.)O amor precisa, sim, ser regado, ser cuidado, ser adubado. Concordo perfeitamente com a figura-personagem do Menna, quando diz: "É claro que o amor precisa do novo pra se menter vivo". E o novo é o antídoto da rotina, da acomodação. Amor precisa de imaginação; o amor precisa de alimento. E isso é o novo.

    Agora, sei que em se tratando do universo subjetivo das pessoas, nem sempre tudo é tão certo como dois e dois são quatro. Sei que estou teorizando em cima de uma generalização. Tenho consciência de que há quem responda com amor a um desamor. Porém, vejo isso como um certo distúrbio.

    Bem, mas eu falei de amor-relação, na vida prática, e o Poeta está falando de amor-poesia, no texto. Por isso, o que ele escreve é tão bonito.

    Valeu, Poeta! Tu sabes escrever.

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    1. Barbaridade... sempre tu me surpreendes, dando tons ou observando por prismas que eu nem conhecia...
      Escrevi, simplesmente, há muito tempo... tenho uma coleção imensa de contos não acabados, que escrevi na casa dos 15 aos 24.... e escrevia, simplesmente...
      Era o garoto a procura de respostas e inventando-as para mim mesmo...
      Talvez, quando eu tenha escrito, o diálogo era um pouco de mim mesmo... eu era os dois ao mesmo tempo... ora irritado por uma perda, ora pensando que talvez eu mesmo estivesse-me auto-sabotando... sei lá...
      ... falava de amor... de um jeito que eu o sentia... mesmo sem conhecê-lo.

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    2. Estas perdoada, querida Ana...Obrigada pelas belas palavras e comentários aos escritos do poeta. Gosto muito de ler vcs dois.

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  6. Queridas Tel e Armelinda, acho que amizade também é permuta. Se tenho um sentimento de amizade por uma pessoa, e esta pessoa não me retribui este sentimento, a tendência é meu sentimento morrer.

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    1. Ah, não, Sebastião..... mas acho - e isso sem muitas dúvidas - que amizade é completamente diferente.... completamente........!

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    2. Diferente como, Senhor?! Se um amigo, por quem tenho o maior bem-querer, me deixar ao léu e não me retribuir um certo querer-bem, esse sentimento não vai esmorecer?! Vai sim, com certeza.

      E mais! Se o sentimento não morrer por si, eu o mato.

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    3. Concordo que há diferença nos sentimentos: amor e amizade...mas...o cuidado...o zelo...a cumplicidade...tem que haver em ambos!!!

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    4. Logicamente...que de forma diferente...!!!!

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    5. Concordo plenamente...as amizades tb precisam de permuta e reciprocidade pra crescerem...bjos.

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  7. Muitas vezes como disse poeta Menna, podemos falar a mesma língua de formas diferentes. O amor romântico, no meu "ponto de vista" tem que ser recíproco,tem que renascer a cada dia. Quando só uma das partes "rega", o amor vai acabando e só restará o amor incondicional, e este amor muitas vezes não irá suprir as exigências de uma vida em comum. É preciso ambos se dediquem para manter viva a chama da admiração e amor.

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    1. Ah tantos amores... que tem tantas necessidades diferentes...
      Ou, se posso roubar a metáfora da Escritora Ana: tanto quanto as flores, há amores diferentes... há flores que se rega mais... outras menos... umas precisam de sombra... outras de sol... umas, necessitam de transplantes... outras, são enraizadas definitivamente onde nascem... enfim... tantas flores... tantos amores....

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  8. Amor... Ah, o Amor!

    A cada dia um novo olhar, um novo recomeço, um novo caminhar. Ou estará morto, de fato. Deve ser regado, carregado, encantado de belezas,de certezas ou, quem sabe incertezas?


    Pra sempre o amor.....

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    1. É indubitável as diferença entre os diversos tipos de amor. Em hipótese alguma questiono isso. Mas há em todos eles uma raiz básica de sentimento que faz todos os tipos serem amor. Amor sensual, amor paternal, amor maternal, amor filiai, amor fraternal, AMOR DE AMIGOS etc, etc, etc... A questão não é essa. O que ponho em foco é o fato de todos só permanecerem vivos pela permuta, que é o adubo natural do amor. Seja ele qualquer tipo de amor.

      Só ponho em dúvida esta minha afirmação, quando se trata dos amores paternal e maternal. Entretanto, mesmo esses tipos de amor, quando não há permuta, eles podem não morrer, mas modificam. (Amor de pai é diferente de amor de mãe)

      Agora, amizade?! Amizade é amor. Se não for amor é mero conhecimento, relação morna...

      Eu AMO os meus amigos e amo minhas amigas. AMO MESMO. Não vivo sem eles. Meus amigos fazem parte do que há de mais profundo em mim. Só que, se eles não me amarem, a tendência natural é de o meu amor aos poucos ir morrendo, ir morrendo... até morrer.

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    2. Concordo plenamente com você, Ana... Se não existir amor, não existe amizade. Eu também amo meus amigos e amigas. Eu tenho amigos que são como irmãos.

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  9. DEixo. Nessa circunstãncia, deixo, sim. Não recebendo amor de qualquer amigo que amo, o amor que sinto, se não morrer por si, eu tratarei de matá-lo.

    Mas se o amor entre mim e meu amigo for permutado, eu o amarei muito e eternamente. Por ele serei capaz de dar a vida.

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  10. O amor é um grande laço
    Um passo pr'uma armadilha
    Um lobo correndo em círculo
    Pra alimentar a matilha
    Comparo sua chegada
    Como a fuga de uma ilha
    Tanto engorda quanto mata
    Feito desgosto de filha,
    De filha

    O amor é como um raio
    Galopando em desafio
    Abre fendas, cobre vales
    Revolta as águas dos rios
    Quem tentar seguir seu rastro
    Se perderá no caminho
    Na pureza de um limão
    Ou na solidão do espinho

    O amor e a agonia
    Cerraram fogo no espaço
    Brigando horas a fio
    O cio vence o cansaço
    E o coração de quem ama
    Fica faltando um pedaço
    Que nem a lua minguando
    Que nem o meu nos seus braços"

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  11. Lararará...
    Lararará...

    Ê Djavan!!! Canta!!!

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  12. Eu, cá com os meus botões, por ora, me alio ao Cassimiro de Abreu e vou ficando com a simpatia... às vezes, um quase ampara tanto... rs

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    1. "Simpatia, meu anjinho,
      É o canto do passarinho,
      É o doce aroma da flor...."
      (De "Simpatia" - Casemiro de Abreu

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  13. " faça coisas novas pelo mesmo amor". Muito interessante!!!! Acho que este é o segredo...

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