sábado, 22 de julho de 2017

CONTO DE BELLA - Escolhas - Parte 8 - final

Conto de Bella
Escolhas - parte 8 - final

— Bella…
Ele segurou a mão de Bella por cima da mesa… Do parquinho, mesmo em meio ao leve burburinho do restaurante, já começando a esvaziar, chegavam os sons das crianças no parquinho.
Ela lembrou do dia em que, já com dezesseis, quase dezessete anos, terminando o último ano de escola, estava sentada no mesmo brinquedo da infância… no dia em que ele descobriu que ela havia guardado a folha da revista.
— Eu nunca pintei nosso brinquedo, né?
Bella não conseguiu olhar nos olhos dele… continuou olhando a folha de revista:
— E eu ainda não saí daqui…
Naquele dia, ele teve a certeza que os sonhos de Bella eram muito mais distantes do que ele poderia realizar. Eram muito maiores do que um restaurante e um brinquedo pintado. Ele era alguns meses mais novo que Bella… e recém havia conseguido o emprego de garçom. A garrafa de refrigerante e o copo tremiam na bandeja, na primeira vez em que serviu Bella. Mil vezes brincaram, quando crianças, que ele a servia… mas naquela primeira vez, em que não era mais brincadeira, ele tremia.
Sentindo a mão dele segurando a sua, com as vozes distantes de crianças felizes chegando até os dois, ela finalmente disse, como quem tira um suspiro que se havia incrustado na alma:
— Desculpa eu ter brigado com você.
— Eu nunca lhe culpei por isso. Nem a culpo por nada, Bella. 
— Eu acho que briguei, naquele dia, pra tornar as coisas mais fáceis pra mim. Acho que quis ter raiva de você, pra poder ter coragem de deixá-lo. 
A briga a que se referia, foi dois dias depois que ele a viu olhando a folha de revista. Ela o encontrou no parquinho, em um dia quente de sol. Ele estava sem camisa, com algumas manchas de tinta e pintava o brinquedo.
— Por que você está fazendo isso? — Bella perguntou.
— Porque eu lhe prometi um dia. No dia em que vi o seu sorriso mais lindo.
E, de repente, ela simplesmente se zangou, e passou a gritar com ele:
— Que coisa idiota! É ridículo ver você pintando esse brinquedo estúpido. Não somos mais crianças. A gente cresceu e você parece não entender! Parece que você quer passar a vida toda dando voltas nesse carrossel velho e é por isso que nunca vai sair do lugar! Eu vou embora! Vou embora daqui! Não aguento mais ficar dando voltas. Você só me faz dar voltas! Se eu ficar aqui, nunca vou conseguir chegar em lugar nenhum, minha vida vai ficar só dando voltas!
Ela parecia esperar ele reagir. Ele não disse nada. Sua respiração estava acelerada demais, mas ele não disse nada. Engoliu tudo. Trincou os dentes. Ficou pintando até Bella sair, furiosa. Assim que ela saiu, ele jogou para o lado o pincel, levantou e deixou tudo lá. Não retornou para acabar a pintura.
— Sabia que eu quase voltei de dentro do ônibus, no dia que fui embora? Cheguei a levantar duas vezes. — Ela forçou um sorriso.
— Eu sei.
— Sabe? — Admirou-se! — Como pode saber se nunca contei pra ninguém?
— Eu estava lá. — Parou de olhar a mão de Bella na sua e olhou-a nos olhos. — Eu sempre tentei estar por perto, Bella. Desde que brigamos, eu sabia que você iria partir. Na verdade, eu sempre soube, mas quando brigamos, eu soube que era o jeito que você achou pra não me machucar. — Ele sorriu com o canto da boca. — Jeito estranho de não querer machucar. — Disse sorrindo. — Depois daquela briga, eu passei a levantar cedo todos os dias, e ir até a árvore do outro lado da rua, na frente da sua casa. Lembra como a gente sempre subia nela? Todos os dias, eu subi nela bem cedo, até que não demorou nem uma semana, e teve o dia que você saiu, quase escondida, com uma mochila nas costas. Eu fui seguindo você até a rodoviária, porque eu queria ver pra onde você iria. Vi você comprar a passagem e pegar o ônibus. E vi você levantar duas vezes, e quase sair. 
— Você queria que eu tivesse saído?
— Não.
— “Não”? — Ela, instintivamente, puxou a mão, tirando-a dele, com uma expressão surpresa.
— Não, Bella. 
— Você não me amava?
— Amava mais que tudo. Amava como só se pode amar aos desessete anos, como só se pode amar uma vez na vida que é quando descobrimos o amor, sem nem sequer saber o que é. Eu te amava tanto, Bella, que não queria que você desistisse.
Bella olhou-o com uma ternura que lhe doía no peito, e com lágrimas querendo invadir seus olhos.
— Se você descesse, Bella, nenhum de nós seria feliz. Eu não conseguiria ver você todos os dias, sabendo que poderia ter sido o responsável por impedir seus sonhos. Você não estaria comigo de verdade. Se você desistisse de ir embora, você desistiria do seu sonho. Quando você brigou comigo, Bella, fui pra casa e chorei…
Bella, contraiu a testa, sentiu uma lágrima querendo escapar-lhe.
Ele logo se precipitou a confortá-la:
— Não, Bella, não fique triste. Foi um choro de alívio. Todos os dias, Bella, eu rezava pra que você tomasse coragem. A cada dia que passava na nossa adolescência, eu via como você queria ir embora. Eu via seus olhos brilharem quando você via revistas de moda, e cada vez que via um “x redondinho”…
— Chanel — ela disse sorrindo.
— … e me mostrava, eu via como você ficava fascinada. 
— Eu ensinei mil vezes pra você que era o símbolo da Chanel, mas você nunca aprendia… — Bella falou, sorrindo.
— Eu aprendi, Bella. E eu aprendi muito mais. Quando eu passei a comprar todos os meses a revista Vogue pra você, eu nunca falei, mas eu comprava sempre duas. Ficava com uma pra mim, pra tentar ler e aprender as coisas que você gostava. Estudava cada detalhe das dicas, das roupas, das marcas. Eu acho que cheguei a saber mais que você. — Ele quase riu, ela fez uma careta. — Mas eu adorava cada vez que você me explicava coisas que eu mesmo já havia lido, antes de dar a sua revista.
— Não acredito! — Disse Bella, sem convicção, porque, conhecendo-o, sabia que ele bem faria isso mesmo. — Eu nunca queria que você gastasse o seu dinheiro comigo. Você cortava grama para arrumar dinheiro, lembra? Mas você sempre aparecia com a revista. E eu não resistia. Você devia me achar tão fútil. Talvez, você, me vendo assim, continue a me achar fútil. 
— Eu nunca achei você fútil, Bella. Eu sempre soube que era seu sonho. — E ele, agora, olhando um pouco mais sério nos olhos de Bella, disse: 
— Mas o meu sonho, nunca foi fora daqui, Bella. Desde que meu pai morreu, eu sonhei com esse lugar. Eu sonhei em orgulhar meu pai. Sonhei viver o que ele queria. E eu sabia que se você ficasse comigo, nunca poderia viver o seu próprio sonho. E nós dois ficaríamos presos. 
— Mas como foi que você fez isso? — e Bella apontou para o restaurante, que era completamente diferente do pequeno restaurante de beira de estrada da infância e adolescência. — Você é mesmo o dono? 
Ele sorriu, um quase riso.
— Sou. E só consegui realizar o meu sonho, por causa do teu, Bella.
— Mas eu não tive nada a ver com isso! Nem sequer voltei. Eu nunca liguei pra você, por medo que você não quisesse falar comigo. Eu sempre me senti culpada de ter brigado com você, de ter deixado você pra trás. Então, quanto mais tempo passava, esse peso ficava maior e eu não queria nem ligar, de medo que você não quisesse falar comigo, com medo que eu tivesse de alguma forma magoado muito você.
— Não Bella. Foi por você que eu consegui tudo isso. 
— Como?
— Mesmo depois de você partir, eu continuei comprando as revisas. Porque eu acreditava que você iria conseguir! E eu vi seu nome na lista dos aprovados em jornalismo na faculdade. E eu sempre entrava no site da faculdade pra ver suas notas. Você sempre foi brilhante. E eu também acompanhei quando você conseguiu o estágio no jornal, no oitavo período da faculdade. E sei até quando era você que escrevia a coluna e a jornalista assinava, porque eu tinha certeza que era seu estilo! Você entendia de moda mais que ela!
Bella sorriu, mas ainda estava surpresa demais. 
— Eu queria aprender tudo pra poder acompanhar o que você escrevia. Daí que quando você estava no final da faculdade, vi na Vogue, um anúncio de um concurso de culinária e o vencedor faria um estágio de um ano em França, com os melhores chefs. Eu estudei muito, Bella, estudei francês pela internet, eu me dediquei demais à cozinha, aqui mesmo, depois do expediente acabar. Eu me inscrevi no concurso, fui selecionado na primeira etapa que era de enviar a receita e consegui ir para o Rio, pra etapa prática. 
— Você venceu?!!!!
— Não. — Ele riu. — Eu fiquei nervoso demais e estraguei minha receita. — Ele deu uma generosa risada lembrando. 
— Então? — Perguntou Bella, curiosa.
— Então que um chef francês que era jurado, havia ficado curioso por minha receita. Pediu que eu a fizesse novamente, fora do concurso. Daí eu fiz, e ele gostou. Daí, mesmo sem eu ter vencido, ele me propôs ir em França e estagiar no restaurante dele. E acabei em Paris. Guardei cada centavo, fui crescendo no restaurante, iniciei com os comins, depois fui a cuisinier, depois chef de parte e então sous chef. Guardei cada centavo e, quando tive o suficiente, voltei. E, quando voltei, comprei o restaurante e reformei. Mas, enquanto estava lá, Bella, eu continuei comprando a Vogue. Mas conheci, também, a “i-D” inglesa, e a “Numéro" francesa*…
— As duas primeiras revistas que fui correspondente e permitiram que eu abrisse a agência! — Exclamou Bella.
— Sim… e eu peguei uns artigos seus do jornal onde você estagiava… e enviei mil vezes. Parece que uma dessas vezes, alguém recebeu e resolveu abrir meu envelope!
— Meu Deus!! — Lágrimas finalmente rolaram no rosto de Bella. — Foi você…?… — Ela quase não conseguia falar… — Eu fiquei surpresa quando recebi um e-mail convidando-me a escrever um artigo free lance  sobre a SPFW quando eu recém colei grau! Logo depois fui contratada pela “i-D”, depois todas as portas se abriram pra mim! Foi você…! — E Bella finalmente permitiu-se chorar.
— Vem… quero mostrar uma coisa.
Ele se levantou dando a volta por trás da cadeira de Bella, tal qual muitas vezes, ainda criança, seu pai ensinou-lhe a fazer, durante as refeições imaginárias que ele e Bella faziam servidos pelo pai dele. Delicadamente, puxou a cadeira e, assim que Bella levantou, estendeu-lhe a mão, indicando o caminho do escritório. 
Lá dentro, nas paredes, vários prêmios culinários pendurados e, num canto, em um elegante chiffonier em carvalho, todas, absolutamente todas as críticas que Bella havia escrito, primeiro em jornal, depois em todas as revistas: i-D, Numéro, Vogue, W, Flaunt, Nylon, Love…
— Meu Deus… — Foi tudo o que Bella conseguiu dizer. — Se eu pudesse ter entendido… se a gente pudesse voltar atrás…
— Não… — e ele delicadamente colocou um dedo sobre os lábios de Bella. Não seria justo. Fizemos as nossas escolhas. Se não fosse o seu sonho, Bella, eu não realizaria o meu…
— Mas foi você quem fez realizar o meu! Agora eu sei que foi você que fez tudo acontecer. Eu jamais imaginaria chegar onde cheguei! Não assim! Eu queria ser jornalista de moda, mas meu sonho não ia além de um jornal ou revista daqui! 
— Bella… — E ele lhe tomou a mão. — É tempo de aliviar nossos corações. Tempo de tirar qualquer peso. Nós dois realizamos nossos sonhos. 
— Mas e quanto a nós?
— Nós vamos seguir amando quem escolhemos para amar! — E ele sorriu, indicando o caminho de uma porta lateral de onde as vozes das crianças chegavam mais forte. 
Ele conduziu Bella e ela pode ver o parquinho do restaurante. O garoto menor estava sentado em uma caixa de areia, sorrindo, deliciosamente sujo. A garotinha, estava sentada em um brinquedo de rodar… colorido exatamente como o brinquedo de uma folha de revista há muito guardada por Bella. 
Antes de chegar no parquinho, Bella ainda lhe perguntou:
— Será que aquele nosso amor vai ter chance em alguma outra vida?
Nesse momento, a menininha disse ao garoto maior, quase da sua idade: 
— Empurre bem forte, que eu quero dar a volta ao mundooooo…
E o garotinho respondeu:
— Eu levo você! — E começou a empurrar o mais forte que podia.

Fim.

Por Luís Augusto Menna Barreto

*Duas revistas de moda européias que figuram entre as dez revistas de moda mais famosas e respeitadas do mundo.


37 comentários:

  1. "(..,) Um doce descascado pra mim
    Eu guardo pro fim
    Pra comer demorado (...)"

    DJAVAN

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    1. E agora, escritora....???
      O verso é lindo e agradável....!!!
      ..... mas como interpreto o conjunto????
      Um baaaaaita abraço!!!!!

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  2. Lindo!!!
    Que exemplo de amor foi dado à Bella e a todos que passearam proceder conto: quem ama liberta!
    Parabéns escritor!!!
    Até o próximo conto!

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    1. Mas bah!!!!!!! Super obrigado, mana!!!! Mas tu és tri suspeita!!!!!!!!

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  3. Está aqui o exemplo de um amor altruísta, um amor que viveu pelo bem e crescimento do ser amado, mas não deixando de lado o próprio sonho. Lutou e conseguiu. Lindo final poeta. Parabéns.

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    1. Super obrigado...! Coloquei, de fato, muito carinho na construção do conto...
      Tenho projetos futuros para ele e Bella... mas, por ora, acho que realmente consegui transmitir o carinho que os personagens merecem..!

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  4. Lindo, emocionante e surpreendente final. O amor dele ajudando sem que ela soubesse,ele foi maravilhoso,bondoso e provou que a amava de verdade e o amor nunca é egoísta... O amor é querer a felicidade do amado sempre, mesmo distante como eles estavam e agora quem sabe esse amor se realizará entre seus filhos...emocionante final...parabéns poeta!

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    1. Tel... fico absolutamente feliz com um comentário tão carinho. Estou feliz pelo conto... Feliz pelos personagens haverem-se resolvido dessa forma tão cuidadosa...
      Super obrigado...!!!

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  5. Meu Deus...!!!!!!!
    ....sem palavras...!!!

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    1. Ah, Armelinda... as palavras que te faltam, faltam a mim para agradecer-te...!
      Obrigado por acompanhares as Escolhas de Bella...!!!

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  6. E o amor venceu!!. É assim mesmo que penso o amor verdadeiro!! Fiquei sem palavras!. Fiz a leitura por algumas vezes e não poderia esperar outro final que não este. Parabéns poeta e muito obrigada pela linda historia de amor. Desejo muito mais inspirações a você!

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    1. Obrigado eu, Maria, por emprestar teu tempo às Escolhas de Bella...!
      Agradeço demais o desejo de inspiração...
      super obrigado!!

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  7. Nossa.. sem palavras.. emocionada..
    Vou ler e ler e ler..um amor pra toda e por toda vida.. final mais que emocionante.. lindo lindo lindo

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    1. Meu Deus......!!! Obrigado demais pela generosidade no comentário!!!!!!
      Super obrigado, guria!!!!!

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  8. É, meu amigo, de fato, ‘guardei o doce pra o fim e comi demorado’

    Mas vamos ao que interessa: o conto.

    Cada vez mais, acho que tens alguns recursos de estilo que engrandecem, em muito, a tua literatura. Na parte final do CONTO DE BELLA, por exemplo, observo como transitas bem no aspecto da temporalidade. Passeias pelo passado e pelo presente, e até pelo futuro condicional, como se estivesses brincando. E mais: sem confundires o leitor.

    A estrutura do conto é ótima. Aliás, sem qualquer intenção de bajular-te, tu escreves muito bem. Embora não seja segredo algum, para quem já nos conhece, que minha preferência na tua literatura se centra nas crônicas, afirmo, também, que és um bom contista.

    Agora, quanto ao que eu disse anteriormente que analisaria a personalidade das personagens deste conto específico, após ler o conto inteiro, estou desistindo. Talvez eu tivesse condições disso, se tu tivesses escrito um romance. Fosse eu fazer tal análise somente com os aspectos que o conto me dá, com grande probabilidade, cometeria injustiças. Diria, por exemplo, que Bella, desde criança, apresentava certa tendência para o “não-essencial”, para o aparente. (Perdoe-me pelo eufemismo!). E na verdade, não tenho dados suficientes para fazer tal afirmação. Além do quê, comentar sobre a escolha “de ambos” em focar seus interesses no mundo da moda não interessa é a mim. Digo que foi interesse de ambos, porque, no “subsolo” da vida dele, seja lá por qual razão fosse, estava também o mundo da moda. E eu, em relação a esse mundo, não é que eu seja contrária. Na verdade, é porque tal mundo não tem uma importância relevante para mim.

    Ah! Eu teria algumas outras coisas para dizer, mas sei que já estou enchendo o teu saco e de quem mais for ler isso, com tanto palavrório. (Uma delas seria dizer que não sei se este é um conto das ESCOLHAS. Acho que é bem mais um conto dos DESENCONTROS _ Pelo amor de Deus, não vejas qualquer pejoratividade nesta afirmação. _ )

    Perdão!

    Um abraço maior do que os teus rios paraenses! Grande , bem grande mesmo.

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    1. Mas Bah!!!
      Sabes, escritora..... o conto começou por acaso, quase um pedido...! Daí arrisquei o primeiro capitulo apenas com a ideia central de uma ESCOLHA feita ainda criança, e como isso definiria a vida dos personagens.... daí a opção pelo subtítulo.... mas a verdade é que eu fui construindo o conto na medida em que avançava, sem sequer ter o capítulo seguinte...!! E o conto foi ganhando forma!
      As soluções do último capítulo, vieram no momento em que sentei pra escrever e postei logo em seguida!
      Se eu o tivesse escrito todo antes, haveria modificações, porque pensei em soluções que não poderiam mais ser apresentadas, por conta do que eu já havia publicado! (É o risco de ir escrevendo e publicando)!!! De qualquer sorte, fiquei imensamente feliz com o resultado e mais feliz ainda pelo retorno tão positivo!!!!

      Agora, acho que quarta ou quinta, pra dar uma descontraída, postarei um "Pilha", porque estou com saudade e, depois, uma crônica de Marajó City!!!!

      ..... e volto aos contos com uma ideia que estou trabalhando...!

      Mas fiquei com uma pulga atrás da orelha com o CONTO DE BELLA.... e talvez eu faça novas incursões com um projeto diferente de conto.....! Vamos ver!!!!!!!

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  9. Sabe meu cronista predileto: não sei se são os melhores, mas tenho a certeza de que são muito bons os textos literários que inquietam, que incomodam. E este teu conto é altamente inquietante.

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  10. Que legal!!!

    Amo "ouvir" as partilhas de vocês!!!!
    Sinto-me muitíssimo orgulhosa em poder estar próxima a pessoas tão inteligentes e tão generosas!!! Obrigada, Ana!!!
    Obrigada, Poeta Menna!!!

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    1. Ei, guria..... da minha parte, só faço aprender com a escritora e professora Ana Isabel!!!!! Quando muito tiro uma onda só pra instiga-la.....!!!!!!!
      E também adora esse barato todo e fico sempre esperando alguma análise dela!!!!!

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    2. Linda, minha amiga querida, inteligente e generosa és tu, que passas por cima de um bocado das "bobagens" que a gente diz e ainda nos elogia.

      Beijão, flor do cerrado!

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  11. Sinceramente nunca pensei que fosse me sentir "tão bem servida" de palavras, frases, textos etc., inteligentes e instigantes e apaixonantes como os que tenho presenciado, desde que comecei a seguir o @mennaempalavras. Somente as pessoas com o nível de sensibilidade, como as que aqui comentam, podem nos propiciar prazerosos momentos. Muito grata!!

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    1. O grande barato, é a gente ter um lugar pra simplesmente jogar conversa fora e falar de literatura!!!!
      E todos a fim de conversar são imensamente bem vindos!!!!!

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  12. Esqueci de fazer um pequeno comentário ao Poeta Menna: receber um abraço maior que nossos rios paraenses, os quais são "nossas ruas", não é para qualquer um!!!

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    1. Há um ano, quando eu era, ainda, titular no maravilhoso Marajó, a Escritora, em companhia da inestimável amiga Nora Bittencourt, (que depois de mais de vinte anos de amizade, fui conhecer pessoalmente) e o Poeta Lu Alves, estiveram pelo arquipélago e visitaram meu trabalho em Breves e, depois, fomos em Bagre, e então eles passearam por nossas generosas "ruas" onde desfila o Mururé!
      Foi uma visita para ficar pra sempre em minha memória!

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  13. Em nossas memórias, meu amigo querido!
    Nunca vou me esquecer das nossas viagens nesse verdadeiro "MAR DULCE" que vocês têm aí.

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    1. Saudades dos Periscopes do pôr do sol e das viagens de navio!!!

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    2. Ah....... saudades tenho EU....!!!!!!!!!
      .... como me faz falta...... mas tu me deste uma ideia..... acho que vou visitar meu rio.... e levo vocês junto, num Periscope....!

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  14. Que legal, Poeta!!! Vai ser muito bom...!!!!!!

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  15. Lindíssimo conto!
    O verdadeiro amor liberta, cuida e jamais acaba.
    Nem sempre as escolhas que fizemos no passado, nos agradam no presente,
    não devemos nos esquecer; que no momento em que as fizemos, elas nos fizeram felizes.
    Ao meu ver, Bella seguiu seu caminho e foi feliz com sua escolha, com a expectativa em realizar seus sonhos.
    Nossas conquistas também tem começo, meio e fim, sendo elas concretizadas a contento ou não.
    E é ai, neste momento...quando encerramos um ciclo, que buscamos outros caminhos, criamos outros sonhos ou nos arrependemos de nossas escolhas, embora no momento em que elas foram feitas nós fomos felizes!
    Parabéns Menna pelo dom de cativar e encantar a todos com seus escritos.
    Obrigada pela oportunidade de ler e comentar suas obras.
    Abraços e sucesso sempre!!!

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    1. Nem sem o que dizer.....
      ...... obrigado eu pela generosidade em teu comentário!!!!

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    2. Sou eu quem agradeço. Ler seus contos é um grande presente!

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