segunda-feira, 27 de abril de 2026

Divisão de Bens


O homem não quer dividir nada. A mulher, quer justiça.

Mudam nomes, mudam lugares. Mas é igual. Até em Novo Progresso, Amazônia raiz, 400 km de floresta para qualquer lado. Minha primeira comarca onde fui titular.

O caso era o mais simples possível de entender: divórcio. Dois filhos já maiores de idade e capazes de se sustentar. A mulher tinha perto de 50 anos de idade. O marido diz que sempre viveu às suas custas, e sempre a sustentou. Não contou as fraldas trocadas. Os almoços prontos. A casa arrumada e a geladeira sempre abastecida.

O marido tinha quase 60 e, pelo que entendi, aconteceu o óbvio: envolvera-se com uma menina da idade dos filhos, perto de 20 anos de idade. O casal havia ido morar em Novo Progresso quando o governo brasileiro incentivava e prometia terras e facilidades para quem fosse para aqueles lados da Amazônia. “Integrar para não entregar” era o slogan. 

Novo Progresso era pródigo em madeira que era retirada em modo extrativista, sem qualquer cuidado na conservação da mata, o que tornava o custo muito baixo e o lucro muito alto, considerando que a mão de obra era quase escrava. E havia os garimpos, quase todos ilegais, que também faziam muitas fortunas e matava muita gente. A circulação de ouro ainda era grande quando fui trabalhar lá, nos idos de 2005, e ainda me lembro de um dia em que um cidadão ingressou com uma ação de reintegração de posse e queria pagar as custas judiciais com ouro em pó (mas isso é outra história, e fica para outro dia).

Pois o homem que estava se divorciando havia feito relativa fortuna com negócio de táxi aéreo. Não é bem isso que vocês estão imaginando. Em muitos garimpos só se chegava de avião em pistas clandestinas que não passavam de uma picada aberta a fação no meio da mata. No negócio do garimpo, quem tinha um avião retirava todos os bancos e tudo o que pudesse fazer peso deixando apenas o banco do piloto. Então em um avião projetado para 4 pessoas, viajavam quase 10, agachados nos espaços dos bancos! Os garimpeiros pagavam em ouro. Vários pilotos fizeram fortunas. O aeroporto da cidade de Itaituba, acima de Novo Progresso que não tinha aeroporto, chegou a ser o mais movimentado do mundo em número de pousos e decolagens… todos de aviões pequenos!

Então é fácil de imaginar como estava difícil a divisão dos bens, neste divórcio. Havia vários caminhões, depósitos, casas, aviões e até barcos. Como de praxe, o marido não admitia que a mulher pudesse ter direito a quase nada, afinal, fora “apenas ele” que trabalhara para conseguir tudo. Não admitia ter de dar pensão, se ela “bem podia trabalhar” e nunca tinha feito nada. 

Haviam casado com separação parcial de bens e ficou demonstrado que todos os bens foram adquiridos na constância do casamento. Assim, todos os bens deveriam ser divididos.

Pois o processo se arrastava porque nunca conseguiam chegar a uma divisão e sempre pediam uma nova audiência. Eu, que havia chegado há pouco em Novo Progresso, decidi que aquela seria a última audiência e pronto! Não importa quantas horas levássemos, aquilo teria fim (todo juiz novo, ainda carrega um pouco desse espírito de realmente decidir)!

A mulher estava acompanhada por uma advogada muito incisiva, muito enérgica, que era residente de Novo Progresso. Também fora para lá “integrar para não entregar". O homem, acompanhado de um advogado experiente, dono de um grande escritório em Mato Grosso, cuja estratégia era, justamente, deixar o processo tramitando enquanto ele faria os bens irem-se dissipando com manobras que beiravam a ilegalidade. 

Foi assim que depois de quase quatro horas de audiência, e várias propostas de divisão de bens, todas recusadas pelo homem, eu lembrei de uma história que um colega, Dr. Miguel, havia contado. Acho que em outras histórias já falei do Dr. Miguel, e não foi por acaso: ele é realmente perspicaz e tem um jeito muito particular de olhar a Lei e, especialmente, de olhar a aplicação da Lei. Tendo nascido em uma família muito numerosa, certa feita contou-me como era o café da manhã em sua casa. Pois foi com o café da manhã da infância do Dr. Miguel que resolvi o caso!

Quase perdendo a paciência, bati na mesa e disse:

— Cansei! Vamos resolver isso. — Dirigi-me ao homem e seu advogado: — Dr., farei um recesso de 1 hora. O senhor e seu cliente ficam responsáveis por fazer a divisão dos bens de forma justa, concordam?

Evidentemente que concordaram. 

Já a advogada quase pulou no meu pescoço, dizendo que aquilo era um absurdo, que eu estava sendo parcial, que ela me denunciaria no Conselho Nacional da Magistratura e na Corregedoria, que aquilo não iria ficar assim… … e mais um monte de coisas que nem me lembro!

Se fosse nos Estados Unidos e eu tivesse um martelo, bateria naquela hora, mas como é o Brasil, eu simplesmente disse que ela poderia consignar o que quisesse, e recorrer como fosse, mas seria assim e pronto!

Ela ficou quase mais uma hora ditando os protestos e ameaças. 

Depois, consignei a decisão, imprimi (naquele tempo se imprimia e levava tempo esperando a impressora matricial com o irritante ruído compor linha por linha), e fiz com que todos assinassem.

Recesso de 1 hora. Saí da sala sob o olhar arregalado do servidor que digitava, e a mulher e sua advogada quase me bateram. Fui almoçar.

Passada 1 hora, voltei para o Fórum. Todos os advogados da cidade estavam em frente ao Fórum e já havia faixa com dizeres nada simpáticos sobre “justiça comprada”. Reparei fundo, e entrei sem mostrar os dentes.

Abri a continuação da audiência sob olhar furioso da advogada da mulher, sob o rosto incrédulo da esposa e sob os olhares acusatórios do presidente local da OAB e o advogado presidente do Conselho de Ética local.

Depois de mais de 15 minutos de “manifestações oficiosas”, consegui retomar a audiência:

— E então, Dr., o senhor conseguiu fazer a divisão justa dos bens?

— Fizemos, Excelência! — Disse-me o advogado, passando-me dois blocos de folhas de papel escritas à mão. — Nestas primeiras folhas estão arrolados os bens que ficarão com o meu cliente e nestas outras, os bens que ficarão para a ex-esposa.

Eu peguei ambos os blocos de páginas escritas e, propositadamente, fiz uma pausa, mas sem tirar os olhos do advogado.

Então falei, o que eu havia pensado, lembrando da história que Dr. Miguel contou-me: 

— Um momento, Dr. — Eu disse ao advogado. — Eu determinei, e os senhores expressamente aceitaram e ASSINARAM a ata a qual todos temos uma cópia, que o autor, seu cliente, faria a divisão justa dos bens. Agora que os bens estão divididos, quem escolhe com qual metade quer ficar será a esposa! — E passei as duas listas à advogada, que finalmente entendeu o que eu havia feito!

O homem quase infartou ali mesmo e o advogado tentou esboçar um veemente protesto, ao quê eu interrompi:

— Eu disse para que fizessem uma divisão justa, não para escolher os bens. Se a divisão foi justa, qualquer metade há de servir. Qualquer coisa diferente disso, significa que ou os senhores não foram justos como se comprometeram, ou deliberadamente mentiram em juízo. Qualquer das duas opções parece-me por demais grave.

Podem imaginar o rebuliço! A divisão, no fim das contas, não ficou como estavam naqueles papéis. Mas depois do susto, o caso resolveu-se no mesmo dia, tendo a ex-esposa ficado muito bem atendida de bens.

—— —

O Dr. Miguel contou-me que na sua casa eram 10 irmãos ao todo. O pai comprava 5 pães para sanduíches. Cada 2 irmãos deveriam dividir 1 pão. E o pai avisava: um divide, o outro escolhe! 


Luís Augusto Menna Barreto, em 28 de abril de 2026

Texto original publicado no blog em 15.2.2019


Para ler o texto original, é só CLICAR AQUI!


domingo, 19 de abril de 2026

Um Conto Sobre Um Amor Guardado - Parte 1 - (remix)

 


Parte 1


Um dia, enquanto pegava uma garrafa de Cointreau na prateleira do supermercado, ele a encontrou. 

A menina pelo qual se apaixonara na escola. Depois, a vida seguiu, dispersando a turma. O Coração dele, não. 

Todos os dias, quando chegava em casa sozinho, não via o vazio. Contava a ela seu dia, enquanto lavava a louça, perguntava se ela tinha tido um dia bom.  Sentava no sofá para ver qualquer filme escolhido por ela, até adormecerem, e ele a levar para a cama.

Imaginava-a nas cenas mais triviais, todos os dias de sua vida. O que dela não sabia, construiu no seu coração. 

No supermercado, cumprimentou-a como se houvesse falado com ela pela manhã. Ela o olhou em silêncio, surpresa, sem entender. Ele sorriu:

— Você está estranha... teve um dia difícil no trabalho? ... laranjas! Precisamos de laranjas. Deixa que eu pego. Vou fazer o drink com Cointreau que você gosta, pra relaxar! 

Ele largou a garrafa de Cointreau no carrinho de compras dela. Quando se dirigia para a sessão das frutas, ele se virou e disse:

— Você parece cansada. Vá para casa! Eu faço o restante das compras, e, quando chegar, vou preparar o jantar e hoje a louça será toda minha!

Ela continuava sem entender. Mas havia algo. Não era o quê… era como ele falava. De repente, comprar laranjas não era sobre frutas… era sobre atenção.

Ela saiu devagar, pensativa. Talvez houvesse algo distante e familiar naqueles olhos... 

Lembrou-se de que tinha laranjas em casa. E decidiu que levaria a garrafa de Cointreau que aquele estranho largara em seu carrinho de compras... 

... 

Quando ele chegou em casa, guardou as compras, e começou a descascar as laranjas... e procurou a garrafa de Cointreau...

— Você esqueceu o Cointreau... mas não há problema; ainda há um pouco que dará para um drink para você! Eu faço sem Cointreau para mim. Você está precisando mais do que eu!

...

Em um condomínio de luxo, no outro lado da cidade, enquanto ela abria o MacBook, ouviu a voz indiferente do marido:

-- Você colocou a cerveja na geladeira? Hoje tem jogo! Cointreau? Você comprou Cointreau? Pra quê? Você sabe que eu prefiro cerveja!

Neste mesmo instante, ela digitava no site de busca: “cointreau laranja drinks”.


(continua...)


*Se você quiser ver o conto original, CLIQUE AQUI!



Luís Augusto Menna Barreto, em 15 de abril de 2026

o conto original escrito em 9 de abril de 2020.







quinta-feira, 16 de abril de 2026

Memórias do Nada

 


Na próxima, estarei aí contigo”.

A mensagem virou um balãozinho. 

Apertou nas fotos que lhe foram enviadas.

A primeira que abriu, ela estava lá, com duas malas saindo do aeroporto, e em cima um imenso letreiro em azul: “WELCOME TO THAILAND”. Colega de trabalho. Ainda outro dia, havia aproveitado um feriado mais prolongado e embarcou no vôo Belém / Sao Paulo para ver um show.

— E aí, como foi? 

— Égua, chefe! Pense num show pai d’égua!

— No próximo eu vou contigo!

Costumava correr, depois do trabalho, em volta do Museu Emílio Goeldi. Encontrava alguns conhecidos, às vezes:

— Fala Geraldo! Não te vi na semana passada. Lesionaste? 

— Fui com a Gisele para Buenos Aires. 

— Opa! Que maravilha. Gostaram?

— Só o filé! Já foste?

— Não, ainda não, mas tá nos planos! 

Mantinha contato com os amigos que, ao longo dos anos, foram mudando de cidade, de Estado… de país. Recebia fotos. Era atento às informações sobre modo de vida, sobre o que descobriam de novo, costumes diferentes. Viam-se vez ou outra, quando os amigos voltavam a Belém para visitar familiares, para acompanhar o Círio de Nossa Senhora de Nazaré. 

— Tens que ir nos visitar.

— Arruma o quarto de hóspedes que qualquer hora tô chegando!

E foi assim: entre “nas próximas”, “coloca mais água no feijão”, “separa mais um lugar na mesa” e tantas outras frases que ele já tinha pronta, sua mesa sempre esteve organizada e o trabalho em dia. 

Os amigos estranharam quando ele, subitamente, decidiu aposentar-se.

“Quero descansar e escrever minhas memórias”.

———

Fora encontrado, numa manhã abafada do “inverno amazônico”, pela diarista.

Sentado, caído sobre a escrivaninha, com a caneta ainda entre os dedos.

Em frente a muitas folhas vazias.


Luís Augusto Menna Barreto, em 16 de abril de 2026.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Sem Rede

 



Levei 1 hora na voadeira, para chegar em Bagre. 

Já tinha fila para o mutirão de ações de alimentos que acontecia na Câmara de Vereadores, na falta, ainda, de um Fórum.

No intervalo entre uma audiência e outra, o Loteria não levantou. Estranhei:

— Já podes ir, Loteria! É só pagar a pensão direitinho e a vida segue.

— A próxima é comigo de novo, doutor.

Lá fora, cada um se escondia do sol como dava: árvores da beira, marquises e lonas das barracas dos vendedores. O Goela ia até a porta, e todos ouviam o pregão!

No tempo do Goela ir apregoar, o Loteria falou-me da história:

Depois de umas 4 uniões fracassadas, havia encontrado uma morena que imaginou ser a definitiva: linda, dez centímetros mais alta que ele (o que não queria dizer muita coisa, diante do seu 1 metro e 60 centímetros de altura), e rica. Rica! Trabalhava na secretaria de saúde e ganhava quase três mil por mês! Na época, mais de três salários mínimos! Rica!

Mas eis que um dia, o Loteria tinha de ir em Breves. O barco estava lá, esperando as redes serem atadas. O Loteria despediu-se da sua morena, rede embaixo do braço e já dormiria o sono inteiro no barco.

Mas no caminho, viu os amigos no trapiche municipal. Uma cervejinha. Duas… Quando deu conta, entre potocas e cantorias, ouviu o apito do barco já desatracado e indo para o meio do furo de rio na frente da cidade. 

— E aí, Loteria?

— E aí, doutor, que a culpa foi minha. É lei: se disse que vai viajar, viaja!

Mas qual foi o problema?

Ele continuou, falando em um ritmo calmo. Disse que voltou para casa. Mas ao passar pelo lado da casa, para entrar pela porta dos fundos, que está sempre destrancada, ouviu alguns sussurros vindo pela janela do quarto. “Espichou o ouvido” e não teve dúvida: havia saliência no quarto! Sua morena rica, estaria deleitando-se (ou sendo “deleitada") com outro.

— E então, Loteria? Pé na porta e deu o flagrante?

— Não, doutor. Não ia fazer uma coisa dessas! Morena rica, doutor. Minha preocupação era só uma: não ser corno.

— Mas parece que era tarde, não acha?

Foi daí que ele me explicou tranquilamente que não. Corno, só se os amigos soubessem que ele saberia da traição!  Então, ele disse que enrolou a rede por cima da cabeça e gritou: “larga a mulher dos outros, seu otário”!

E nisso, saiu rápido para a frente da casa, porque o dito, assustando, sairia pelos fundos, certamente. 

— E tu não foste ver quem era? Não ficaste cuidando pra pegar o Dom Juan marajoara?

— Nem pensar, doutor. Não ia fazer uma coisa dessa. E se o caboclo é meu amigo? Eu vou perder uma amizade por uma bobagem dessas? Não vale a pena, doutor. E depois, não podia perder aquela morena rica!

— Mas tu voltaste pra casa? 

Ele então, contou que voltou para o trapiche, tomou mais umas e foi para casa. Disse que, chegando, a Morena estava de banho tomado, perfumada, na rede. E não negou fogo naquela noite!

O Goela estava voltando, já com a autora do próximo processo, e mais um filho do Loteria. Ainda perguntei apressado.

— Mas acabaste perdendo, a morena. Como foi?

— Vacilei, doutor. Ela me pegou meio de saliência com outra no Festival do Açaí. E ela não usou rede pra esconder a cara!


Luís Augusto Menna Barreto

11.4.2026

Amores

 


Luís Augusto Menna Barreto em 11 de abril de 2026

sábado, 11 de abril de 2026

Um Conto Sobre a Dor Guardada - Capítulo Final

 


— Desgraçado.

Nazaré não escondia o ressentimento. 

— Nem três meses. Justiça imunda!


Virado ia apressado para perto da porta de um carro que iria partir. Mancava. Tinha algumas marcas das surras na prisão. 


Socorro não voltaria. Nunca mais. 


Dora não disse nada. Absorveu. A despedida havia sido no hospital. Apenas ela e Nazaré. Sem lágrimas. Só uma dor vazia. 


— Aquele desgraçado deu a primeira facada. Agora, os estudantes vão fatiar.


Sem família, sem registros. Nazaré não seria enterrada. Indigente, o corpo ficaria ali mesmo, no hospital universitário.


Dora pensou em Bravo. “Eu quero enterra-lo”. Então deu-se conta do pensamento. Mas não se assustou. Bravo estava pelas ruas. Talvez aparecesse novamente. Mas algo nela pensava que um dia iria enterra-lo. Uma auto-defesa, talvez. O inconsciente preparando o coração.


A menina dos sucos continuava na esquina. A nota do ENEM não bastou. 


Ônibus tinham menos Franciscos na catraca. 


Um deles trocava por cachaça as últimas notas do seguro desemprego, depois que todas as notas que ainda tinham algum grão de arroz acabaram. 


Dora olhou um momento o movimento tão intenso na rua que pulsava, viva, ávida para consumir vidas que se esqueciam. 


Um velho com muleta, que todo dia passava no outro lado da calçada, seguido de longe por um cachorro com a pata torta. 


Dois garotos  que começaram a vir todos os dias, pedir nas janelas dos carros, quando paravam no sinal.


A menina dos sucos que ainda teria um tempo antes de desistir dos sonhos.


Nazaré, que se ressentia da falta da Socorro, vez ou outra ainda útil por algum distraído que perdia chaves. 


Uma mulher que vendia batatinhas.


— … ora Michele. Coloque este aluno na última carteira da sala. E chame-o sempre para apagar o quadro. Ao menos ele largará o celular uns minutos, e fará algum exercício caminhando até a frente da turma!


Fim.


_________


Para ler desde o começo, CLIQUE AQUI!


* Este conto é um spin off de UM CONTO SOBRE UM AMOR GUARDADO, em que Dora apareceu com seu carrinho de batatinhas em alguns capítulos. Durante o conto, Dora, com sua simpatia e seus conselhos, sua conversa amiga e acolhedora, ganhou força e conquistou os leitores. Houve pedidos para que sua história fosse contada. E aqui está.

Se você não leu Um Conto Sobre Um Amor Guardado, e quiser ler, CLIQUE AQUI!





Luís Augusto Menna Barreto, em 7 de abril de 2026