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sábado, 16 de fevereiro de 2019

poesia de ver: ... o homem e a flor! - poetry to see: ... the man and the flower!



— Eu fico pensando que se eu te tivesse arrancado para presentear-te a alguém, quantas pessoas que me visitam deixariam de ver-te…!

— Eu fico pensando que se tu me tivesses arrancado, quantas pessoas deixaria de visitar-te, por não me teres mais para recebê-las…!


— I think if I had ripped you off to give as a gift to someone, many people who visit me would not see you…!

— I think if you had ripped me off, o lot of people would stop visiting you because I was not here to receive them…!

Por Luís Augusto Menna Barreto

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

poesia de ver: ... imponderável! /// poetry to see: ... imponderable!


Hoje, quero o caminho do imponderável... o caminho do inusitado... da surpresa da vida...
Quero dobrar as esquinas que não conheço, receber o vento vindo da praia que nem vejo ao longe com o sol nos olhos... 
Quero caminhar com um sorriso inderrotavel... Hoje, só hoje, quero estar vivo... 
Vem comigo.

Dos caminhos da Fazenda Bela Vista
Luís Augusto Menna Barreto

/// 

Today, I want the path of imponderable ... the way of the unusual ... the surprise of life ...
I want to bend the corners I do not know, to receive the wind coming from the beach that I can not even see in the distance with the sun in my eyes ...
I want to walk with an indelible smile ... Today, just today, I want to be alive ...
Come with me.

From the paths of Fazenda Bela Vista
Luís Augusto Menna Barreto

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Poesia de ver: … era amor! /// Poetry to see: ... it was love!


— Como você pode me achar linda ainda? Minhas pétalas estão secando… estou perdendo o viço…
— Eu conheço você desde sua juventude. Desde quando você não havia perdido uma pétala sequer. EU acompanhei toda sua vida. Por isso, eu acho você linda.
— Mas isso não é beleza!
— … tens razão! É maior que beleza. É amor!

///

— How can you find me beautiful yet? My petals are drying ... I'm losing my strength ...
— I’ve known you since your youth. Since when you had not lost a petal. I've followed your whole life. So I think you're beautiful.
— But that's not beauty!
— … you're right! It's bigger than beauty. It's love!

Imagem e texto por Luís Augusto Menna Barreto

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Poesia de ver: … flor de papel! /// Poetry to see: ... paper flower!



… parecia que havia muito trabalho… … e eu percebi que faltavam flores!
De repente com um pedaço de papel, meu dia ficou mais bonito!

... it seemed like there was a lot of work ... ... and I realized there were flowers missing!
Suddenly with a piece of paper, my day became more beautiful!



Por Luís Augusto Menna Barreto

domingo, 16 de dezembro de 2018

Poesia de ver: … no caminho! // Poetry to see: ... in the way!




… porque não são só pedras… há flores espalhadas no caminho…!

... because they are not only stones ... there are flowers scattered along the way ...!

Por Luís Augusto Menna Barreto

domingo, 14 de outubro de 2018

Poesia de ver: … rio de gente, rio de fé! // Poetry to see: ... river of people, river of faith!


Antes era só uma rua...
Before it was just a street ...



agora é um rio...
now it's a river ...



um rio de gente...
a river of people ...



um rio de fé...
a river of faith...


"Esse rio é minha rua, minha e tua..."
"This river is my street, mine and your ..."

By Luís Augusto Menna Barreto

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

poesia de ver: ... crescer! /// poetry to see: ... grow up!


Naquele lugar sem vida, havia uma plantinha verde. 
… porque não havia nenhuma outra planta para dizer-lhe que ela não conseguiria.

In that lifeless place, there was a green little plant.
... because there was no other plant to tell her she could not.

Por Luís Augusto Menna Barreto

domingo, 12 de agosto de 2018

Poesia de ver: ternura! // Poetry to see: ... tenderness!


Eu vi, quando entre todas as flores, vovô escolheu essa para dar para a vovó.
— Vovô porque você não pega uma mais bonita?
— Eu peguei a mais linda.
— Essa está velha, vovô, as pétalas estão enrugadas e caindo… 
Ele sorriu. E foi levar a flor para vovó. Quando a vovó recebeu a flor, vi os olhos dela brilharem e ela deu o sorriso mais lindo que já vi. 
E então eu vi que vovô sempre soube escolher a flor mais linda. 

//

I saw, when among all the flowers, Grandpa chose this one to give to Grandma.
— Grandpa why do not you get a prettier one?
— I got the prettiest.
— That’s old, Grandpa, the petals are wrinkled and falling ...
He smiled. And he went to take the flower to Grandma. When Grandma received the flower, I saw her eyes shine and she gave the most beautiful smile I've ever seen.
And then I saw that Grandpa always knew how to choose the most beautiful flower.


Por Luís Augusto Menna Barreto

terça-feira, 7 de agosto de 2018

poesia de ver: ...iguais! // poetry to see: ... same!




A borboleta laranja estava ali, naquele galho, parada há horas.
As suas asas abertas não queriam voar. 
Queriam ficar ali.
Enquanto ninguém dissesse que ela era laranja, ela se acharia verde.
Enquanto ninguém dissesse que ela era borboleta, ela se acharia folha.
Enquanto ninguém dissesse que ela era diferente, ela seria igual.
Era uma borboleta. 
Era uma borboleta mais feliz quando estava entre as folhas.

The orange butterfly was there, on that branch, standing there for hours.
His wings were open, not wanting to fly.
They wanted to stay there.
Until no one said she was orange, she would look green.
As long as no one said she was a butterfly, she would look like a leaf.
As long as no one said she was different, she would be the same.
It was a butterfly.
She was a happier butterfly when she was among the leaves.

Por Luís Augusto Menna Barreto


quinta-feira, 5 de julho de 2018

poesia de ver - ... flor de anjo! // Poetry to see: ... angel flower!

Poesia de ver: … flor de anjo!
//
Poetry to see: ... angel flower!



A florzinha pendia… alguém havia quebrado seu caule… morria…
Ainda assim, eu não a vi triste. E perguntei a ela por que sorria.
— Porque alguém achou que eu fosse um anjo, e colocou-me assim para que parecesse que estou descendo do céu…!
Há corações que simplesmente recusam-se à maldade… 

The little flower hung ... someone had broken its stem ... died ...
Still, I have not seen sad. And I asked her why she smiled.
"Because someone thought I was an angel, and put me like this so it would seem like I'm coming down from heaven ..."
There are hearts that simply refuse to be wicked ...


Por Luís Augusto Menna Barreto

Obs: Dedico essa postagem à querida amiga Armelinda (@armelindasanta1), 
que, me pediu uma nova “poesia de ver”!

domingo, 3 de junho de 2018

Poesia de ver: … olhinhos de ver a Deus!

Poesia de ver: … olhinhos de ver a Deus!



Eu vi o sorriso dele tão iluminado quando o sol na foto:
— Como pode o sol ter ficado tão grande na foto, papai?
Eu só soube uma resposta:
— Porque eu olhei pro sol com teus olhinhos!

Por Luís Augusto Menna Barreto

Obs: Dedico essa postagem às queridas amigas Eunice Martins (@nicemartinss2) e Maria Zélia (@mzeliafernande2), que, vendo a imagem que postei no VERO, sugeriram que eu fizesse uma legenda. Espero que gostem!

terça-feira, 10 de abril de 2018

Poesia de ver: … belezas!

Poesia de ver: … belezas!



Uma era ansiedade…
… a outra, paciência.
Uma era rompantes…
… a outra, leniência.
Uma era viço…
… a outra, rugas.
Uma era beleza…
… a outra: também!

Por Luís Augusto Menna Barreto

(mais uma, das floreiras de D. Zélia, em Santo Antônio da Patrulha, RS)

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Poesia de ver: ... pertenço-te!

Poesia de ver: … pertenço-te!



— Leva-me contigo. Vivo sozinha aqui no meio do mato!
— Se eu te levo, morrerás!
— Abreviarás minha solidão. Antes a morte pra fazer-me companhia!

Eu não a levei. Abri um caminho. Trouxe pessoas. Dividi a beleza.
A flor continua lá… vai ver!

Por Luís Augusto Menna Barreto
(Flor nascida no mato, em Santo Antônio da Patrulha, RS… onde há  flores à beira do caminho  sem calçamento…   … e onde há flores no mato, perto da sanga!)

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Poesia de ver: "... motivo!"

Poesia de ver: … motivo!




— Todos os dias cruzas a ponte, cheira-me, e vais embora… Por que não me levas contigo?
— Porque eu não teria mais motivos para cruzar a ponte…!

Imagem e texto por Luís Augusto Menna Barreto
(Ponte ao final da rua Plínio Flores de Jesus, em Santo Antônio da Patrulha, RS… onde há  flores à beira do caminho  sem calçamento…  

— O que te faz cruzar tuas pontes?)

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Poesia de ver: “… dengo!"

Poesia de ver: “… dengo!"



O sol já brilhava, e a florzinha resistia a abrir…
— Por que não abres, florzinha…? — Eu perguntei.
— Estou com frio…
— Mas o sol já brilha forte!
— Chega mais perto —, ela me disse.
Eu me aproximei devagar… e ela foi abrindo:
— Tem dias, que o frio é na alma… e só me aqueço e abro, com o brilho dos teus olhos.


Por Luís Augusto Menna Barreto

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Poesia de ver: "... perda!"

Poesia de ver: “… perda!”




Eu vi a flor, e fiquei triste por haver, ela, perdido a beleza…
— Eu não perdi nada — ela me disse. — Foste tu que demoraste, e perdeste o tempo de ver-me bela.

Por Luís Augusto Menna Barreto

sábado, 6 de maio de 2017

poesia de ver - "... milagres!"

Poesia de ver: “… milagres!”



Eu sei que há um pedestal…
… mas meus olhinhos de criança, viam sempre o santinho flutuando.
E aprendi a acreditar em milagres…!

Imagem e texto por Luís Augusto Menna Barreto


(A imagem é de Santo Antônio da Patrulha, Rio Grande do Sul, Bairro da Cidade Alta)

quarta-feira, 5 de abril de 2017

poesia de ver - "...sinta-me!"

Poesia de ver: “… sinta-me!”



Eu a olhei com piedade… 
Mas ela não falou das pétalas que murcharam…
… não falou do caule que lhe quebraram…
… não falou da beleza perdida.
Ela sorriu: “vem… chega mais perto… deixa eu te dar o que tenho de bom: sente meu perfume!”


Imagem e texto por Luís Augusto Menna Barreto



sexta-feira, 3 de março de 2017

poesia de ver - "...fé em fitas!" / poetry to see - "... faith in tapes!"

Poesia de ver: “… fé!” // poetry to see - "... faith in tapes!"

   


Era um muro de pedidos…
Era um muro de gratidão…
Era um muro de fitas…
É um muro de fé!

It was a wall of requests ...
It was a wall of gratitude ...
It was a wall of tapes ...

It's a wall of faith!



Por Luís Augusto Menna Barreto