O blog mennaempalavras não é simples literatura. É um ato de resistência. E é um refúgio! Aqui, não tem a rolagem infinita e tu podes ler com calma, sem ansiedade. Relaxa. Não tem a postagem de 3 segundos e a próxima e a próxima e a próxima que te gera ansiedade. Ninguém querendo vender mentoria ou pedindo pra clicar em "saiba mais", levando-te a menos. Vem. Entra. | |... e repetir, todos os dias da minha vida, que meu pequeno João será meu melhor amigão para sempre. (Luís Augusto Menna Barreto)
quarta-feira, 29 de julho de 2026
A Criação da Criatura
quarta-feira, 29 de abril de 2026
Um Conto Sobre Um Amor Guardado - parte 2
Ele acordou, e sorriu ao ver o copo do drink, vazio em cima da mesinha da sala. Lavou a louça.
— Hoje, eu vou comprar mais cointreau, não se preocupe.
Estava feliz. Planejara sair do trabalho e, novamente, passar no supermercado. O dinheiro que ganhava não era muito folgado, mas abria mão de várias coisas para poder ter sempre o cointreau, e as batatinhas compradas no carrinho da esquina.
Na parte nobre da cidade, ela acordou cedo, levantou-se quieta para não acordar o marido que dormia pesado ao seu lado. Quando foi vestir-se para o trabalho, por um instante puxou uma caixa de sapatos que mantinha no fundo do closet, onde ainda guardava o velho All Star da faculdade, e lembranças de quando sonhava com romances e viagens de mochila nas costas. Suspirou, e pegou o scarpin Yves Saint Lourent preto, comprado na Galleria Vittorio Emanuele II, Piazza del Duomo, em Milão, por € 850,00, que combinava com o tailleur escolhido para o dia de trabalho.
Naquele fim de tarde, depois de um dia em que se viu ansiosa sem aparente razão, decidiu ir, novamente, até o mesmo supermercado onde encontrara aquele estranho que lhe parecera familiar. Controlando para estar no supermercado mais ou menos no mesmo horário do dia anterior, ela ficou longe, mas observando discretamente, o corredor onde estavam as bebidas. Sem esperar muito, ela o avistou, pegando uma garrafa de cointreau, e depois, escolhendo laranjas. Viu-o pesas as laranjas, olhar a etiqueta, pegar a carteira do bolso de trás da calça e fazer contas… viu-o retirar duas laranjas de dentro do saco, pesar novamente, olhar a etiqueta do valor e então se dirigir ao caixa.
Decidiu que o seguiria. Estava intrigada.
Viu-o sair a pé do supermercado e então ela deixou seu carro no estacionamento e seguiu-o.
A dois quarteirões dali, havia uma banca de revistas próximo à esquina, onde havia um carrinho vendendo alguma espécie de lanches. Tomou coragem e aproximou-se, fingindo ver as revistas da banca, quando ele parou no carrinho de comida da esquina. Uma senhora morena e com um grande sorriso cumprimentou-o como quem já o conhece de muito tempo.
Ela fingiu interessar-se por uma revista e tentou ouvir o que diziam:
— O de sempre?
— Isso mesmo!
— Pra viagem?
— Sim, bem embaladinho, porque ainda tenho 40 minutos no ônibus.
— Você nunca come na viagem?
— Não! Só quando chego em casa! Ela adora essas batatinhas com o… Ei é o meu ônibus. Até amanhã!
— Até amanhã. Mande um abraço pra ela!
Ele saiu correndo e entrou no ônibus. Ela não o seguiria mais. Decidiu ir até o carrinho de lanches. Viu que eram batatas fritas na hora, em uma imensa panela com um óleo já amarelado. Parou bem próximo.
— Olá, querida! Quer as batatinhas da Dora?
Ela hesitou… em silêncio balançou a cabeça e saiu em direção ao estacionamento do supermercado.
…
Ao chegar em casa, ouviu o barulho da TV na ESPN, e viu o prato, já quase no fim, dos tomatinhos com boursin.
— Amor, já que você chegou, poderia pegar outra cerveja para mim? Não quero perder nenhum lance desse jogo. Combinei de irmos à casa do Olavo no final de semana. Ele quer que joguemos uma partida de tênis. Tudo bem pra você?
— Sim… — ela respondeu sem convicção. De repente, olhando sua geladeira, e o armário, sentiu vontade de ficar descalça e comer batatinhas… Tirou o sapato ali na cozinha mesmo. Pegou uma frigideira. Batatas. Teria batatas em casa…….?
— Amor?! A cerveja, por favor? Meu dia foi muito duro na corretora.
…
Naquela noite, em um outro apartamento, muito mais simples, longe do bairro nobre, bem mais tarde, ele dormia sentado no sofá, com o menu de Shakespeare Apaixonado na tela, e o leve zunido do antigo aparelho de DVD que terminara todos os créditos do filme e voltara ao menu. O saco de batatinhas estava vazio e a taça de vidro, com o drink de cointreau e laranjas, jazia com o canudinho pendente… Se é possível sorrir dormindo, aquilo era um sorriso…
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Por Luís Augusto Menna Barreto
domingo, 19 de abril de 2026
Um Conto Sobre Um Amor Guardado - Parte 1 - (remix)
Parte 1
Um dia, enquanto pegava uma garrafa de Cointreau na prateleira do supermercado, ele a encontrou.
A menina pelo qual se apaixonara na escola. Depois, a vida seguiu, dispersando a turma. O Coração dele, não.
Todos os dias, quando chegava em casa sozinho, não via o vazio. Contava a ela seu dia, enquanto lavava a louça, perguntava se ela tinha tido um dia bom. Sentava no sofá para ver qualquer filme escolhido por ela, até adormecerem, e ele a levar para a cama.
Imaginava-a nas cenas mais triviais, todos os dias de sua vida. O que dela não sabia, construiu no seu coração.
No supermercado, cumprimentou-a como se houvesse falado com ela pela manhã. Ela o olhou em silêncio, surpresa, sem entender. Ele sorriu:
— Você está estranha... teve um dia difícil no trabalho? ... laranjas! Precisamos de laranjas. Deixa que eu pego. Vou fazer o drink com Cointreau que você gosta, pra relaxar!
Ele largou a garrafa de Cointreau no carrinho de compras dela. Quando se dirigia para a sessão das frutas, ele se virou e disse:
— Você parece cansada. Vá para casa! Eu faço o restante das compras, e, quando chegar, vou preparar o jantar e hoje a louça será toda minha!
Ela continuava sem entender. Mas havia algo. Não era o quê… era como ele falava. De repente, comprar laranjas não era sobre frutas… era sobre atenção.
Ela saiu devagar, pensativa. Talvez houvesse algo distante e familiar naqueles olhos...
Lembrou-se de que tinha laranjas em casa. E decidiu que levaria a garrafa de Cointreau que aquele estranho largara em seu carrinho de compras...
...
Quando ele chegou em casa, guardou as compras, e começou a descascar as laranjas... e procurou a garrafa de Cointreau...
— Você esqueceu o Cointreau... mas não há problema; ainda há um pouco que dará para um drink para você! Eu faço sem Cointreau para mim. Você está precisando mais do que eu!
...
Em um condomínio de luxo, no outro lado da cidade, enquanto ela abria o MacBook, ouviu a voz indiferente do marido:
-- Você colocou a cerveja na geladeira? Hoje tem jogo! Cointreau? Você comprou Cointreau? Pra quê? Você sabe que eu prefiro cerveja!
Neste mesmo instante, ela digitava no site de busca: “cointreau laranja drinks”.
(continua...)
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Luís Augusto Menna Barreto, em 15 de abril de 2026
o conto original escrito em 9 de abril de 2020.
sábado, 11 de abril de 2026
Um Conto Sobre a Dor Guardada - Capítulo Final
— Desgraçado.
Nazaré não escondia o ressentimento.
— Nem três meses. Justiça imunda!
Virado ia apressado para perto da porta de um carro que iria partir. Mancava. Tinha algumas marcas das surras na prisão.
Socorro não voltaria. Nunca mais.
Dora não disse nada. Absorveu. A despedida havia sido no hospital. Apenas ela e Nazaré. Sem lágrimas. Só uma dor vazia.
— Aquele desgraçado deu a primeira facada. Agora, os estudantes vão fatiar.
Sem família, sem registros. Nazaré não seria enterrada. Indigente, o corpo ficaria ali mesmo, no hospital universitário.
Dora pensou em Bravo. “Eu quero enterra-lo”. Então deu-se conta do pensamento. Mas não se assustou. Bravo estava pelas ruas. Talvez aparecesse novamente. Mas algo nela pensava que um dia iria enterra-lo. Uma auto-defesa, talvez. O inconsciente preparando o coração.
A menina dos sucos continuava na esquina. A nota do ENEM não bastou.
Ônibus tinham menos Franciscos na catraca.
Um deles trocava por cachaça as últimas notas do seguro desemprego, depois que todas as notas que ainda tinham algum grão de arroz acabaram.
Dora olhou um momento o movimento tão intenso na rua que pulsava, viva, ávida para consumir vidas que se esqueciam.
Um velho com muleta, que todo dia passava no outro lado da calçada, seguido de longe por um cachorro com a pata torta.
Dois garotos que começaram a vir todos os dias, pedir nas janelas dos carros, quando paravam no sinal.
A menina dos sucos que ainda teria um tempo antes de desistir dos sonhos.
Nazaré, que se ressentia da falta da Socorro, vez ou outra ainda útil por algum distraído que perdia chaves.
Uma mulher que vendia batatinhas.
— … ora Michele. Coloque este aluno na última carteira da sala. E chame-o sempre para apagar o quadro. Ao menos ele largará o celular uns minutos, e fará algum exercício caminhando até a frente da turma!
Fim.
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* Este conto é um spin off de UM CONTO SOBRE UM AMOR GUARDADO, em que Dora apareceu com seu carrinho de batatinhas em alguns capítulos. Durante o conto, Dora, com sua simpatia e seus conselhos, sua conversa amiga e acolhedora, ganhou força e conquistou os leitores. Houve pedidos para que sua história fosse contada. E aqui está.
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Luís Augusto Menna Barreto, em 7 de abril de 2026
domingo, 5 de abril de 2026
Abraço
Mãos atentas.
Passos.
Queda.
Abraço.
Depois, distância.
Acenos.
Mensagens.
—
Trocaram de lugar as mãos.
Mãos atentas.
Passos.
Queda.
Abraço plantado.
Luís Augusto Menna Barreto, em 2 de abril de 2026
sábado, 4 de abril de 2026
Um Conto Sobre a Dor Guardada - parte 8
Dora olhava para o movimento, no começo da manhã, sem pensar no que sentia.
Sentia a rua. Aquele universo emprestava o abraço.
Olhava para as pessoas que se movimentavam quase sempre com pressa, passando por tantos “invisíveis” como ela. A mesma pessoa que chegava com pressa para fazer a cópia da chave, na banca de revistas da Nazaré, era a que não a cumprimentaria no dia seguinte, ignorando sua existência.
Quem nunca comprou o suco da menina da caixa de isopor da esquina, sequer poderia lembrar que passava por ela todos os dias.
Os mesmos que estacionavam todos os dias ali, nem lembravam que não era a Socorro que estava guardando a vaga, com a flanelinha no braço.
Ainda assim, era o pequeno universo que a acolhia.
——
Quando chegara em casa no começo da noite anterior, viu a porta entreaberta e luz no apartamento.
— Bravo?
Depois do silêncio, insistiu:
— Filho?
Abriu a porta devagar.
Sentado à mesa com uma garrafa que ela não soube identificar e o copo simples que ela usava, já vazio. Francisco apoiava a cabeça com as duas mãos e disse apenas:
— Ele não está aqui.
Dora olhou tudo desarrumado. Sofá arrastado. Armários abertos. O pote de vidro onde guardava suas economias em um saco plástico no meio do arroz, tinha apenas uns poucos grãos que resistiram a serem derramados no assoalho. Olhou desolada para Francisco. Ele levantou. Não para um abraço. Mas para fugir, mais uma vez.
Passou por ela sem dizer nada.
Quanto a Bravo, sabia que levaria tempo e somente o veria, se nada mais restasse a ele.
Estaria em algum beco, em alguma rua mal iluminada, em algum lugar imundo, fazendo qualquer coisa por uma seringa.
Ela começou a arrumar tudo… enquanto Francisco comprava bebida, usando dinheiro de um saco plástico que ainda tinha alguns grãos de arroz.
(Continua...)
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* Este conto é um spin off de UM CONTO SOBRE UM AMOR GUARDADO, em que Dora apareceu com seu carrinho de batatinhas em alguns capítulos. Durante o conto, Dora, com sua simpatia e seus conselhos, sua conversa amiga e acolhedora, ganhou força e conquistou os leitores. Houve pedidos para que sua história fosse contada. E aqui está.
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Luís Augusto Menna Barreto, em 31 de março de 2026.
quinta-feira, 2 de abril de 2026
Volta Às Aulas - Um Conto de Márnei Cônsul
Na segunda-feira em que o filho voltou às aulas da educação infantil, Martha acordou antes do despertador. Não por amor à rotina, mas por alívio. Preparou o café com uma alegria doméstica quase indecente, cantarolando enquanto cortava o pão em fatias tortas. Vestiu o menino com cuidado excessivo: mochila pronta, lanche saudável e beijo na testa. Na porta da escola, acenou mais tempo do que o necessário. Quando o portão se fechou, respirou fundo: estava oficialmente livre por quatro horas.
Chamava aquilo de “tempo para si”, expressão que aprendera em postagens femininas e aplicava com rigor seletivo. Seu tempo para si tinha nome, cheiro de loção barata e o dom inconveniente de fazê-la rir das próprias mentiras: chamava-se Paulo e morava a sete quarteirões dali, num apartamento antigo com elevador lento e um sofá que rangia.
Martha chegou pontualmente como sempre. Tirou os sapatos, largou a bolsa no chão e beijou Paulo com a pressa de quem sabe que o relógio conspira contra. Riram de banalidades. Ela comentou que o filho adorara a professora nova; ele respondeu que o prédio estava com problemas no gás. Coisas pequenas, ditas entre um beijo e outro.
Depois, decidiram fazer café. Paulo colocou água para ferver numa panela antiga, herança de uma tia. Martha, num gesto automático, tentou alcançar a xícara mais alta do armário, apoiando-se numa cadeira. A cadeira cedeu com um estalo seco. Martha caiu para trás, rindo antes mesmo de sentir dor, e o riso se misturou a um grito breve quando a panela, traída pela gravidade, virou-se inteira sobre ela.
A água fervente encontrou o corpo cruelmente. Paulo tentou ajudá-la, escorregou no chão molhado, bateu a cabeça na quina da mesa. Por um segundo, ambos ficaram imóveis. Martha ainda conseguiu dizer “que coisa idiota”, com a voz já estranha, antes de o silêncio se impor.
Quando os vizinhos ouviram o barulho, era tarde demais para heroísmos. O socorro chegou com sirene exagerada para um apartamento daquele tipo. Os bombeiros tentaram manter a compostura diante da cena absurda: uma panela no chão, café espalhado e duas xícaras intactas sobre a mesa. Martha foi declarada morta ali mesmo, vítima de queimaduras graves e complicações imediatas. Paulo, atordoado e com um corte na testa, repetia que só iam tomar café.
A notícia chegou ao marido de Martha, Josefino, no início da tarde, interrompendo uma reunião irrelevante. Ele largou tudo e correu para o hospital, imaginando acidentes mais comuns, mais aceitáveis. No caminho, pensou no filho, na mochila colorida, no beijo da manhã. Pensou que a vida era feita de sustos, mas não de ironias tão elaboradas.
No hospital, as respostas vieram aos poucos. O policial pediu documentos, fez perguntas neutras demais. Um endereço que não era o deles surgiu na conversa como um erro. O marido franziu a testa. Por que Martha estaria ali àquela hora? Disseram-lhe que havia um homem, um tal de Paulo, “um amigo”. A palavra “amigo” caiu pesada e deslocada.
Foi ao apartamento. O elevador lento confirmou tudo antes mesmo de a porta se abrir. O cheiro de café queimado ainda estava no ar. Sobre a mesa, duas xícaras limpas. Na cozinha, a panela. No sofá, uma manta dobrada com cuidado íntimo. Na estante, um porta-retrato virado para baixo. Não precisou de confissão.
O marido sentou-se no sofá que rangia e riu. Foi um riso curto, sem alegria, que mais parecia um soluço educado. Pensou em Martha feliz naquela manhã, na pressa em deixar o filho na escola, no brilho estranho nos olhos. Pensou que ela morrera exatamente no intervalo que inventara para viver outra vida.
No velório, as pessoas repetiam frases prontas: “Uma fatalidade”, “Ninguém espera”. O marido concordava com a cabeça, olhando para o caixão fechado. Não contou a ninguém o que descobrira; guardou para si aquela verdade torta, como se fosse uma piada que ninguém mais entenderia. Quando o filho perguntou por que a mãe não voltaria para buscá-lo na escola, ele respondeu que, às vezes, os adultos erram o caminho.
Na semana seguinte, Josefino levou o menino às aulas. Na porta da escola, acenou com a mão pesada. A professora retribuiu o aceno, e ele reparou a ausência de aliança na mão dela. Quando o portão se fechou, ficou ali parado por alguns segundos a mais. Depois, virou-se e foi para casa, onde o café esfriava na xícara única sobre a mesa. “Poderiam ser duas”, pensou ele, decidindo ir levar o filho à escola todos os dias dali em diante.
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Márnei Cônsul é professor, escritor e servidor público em Santo Antônio da Patrulha/RS. Formado em Letras - Português/Inglês (UNISINOS) e pós-graduado em Educação em Direitos Humanos (FURG), Educação para a Diversidade (UFRGS), Educação Ambiental (FURG), Gestão Escolar: Orientação e Supervisão (São Luís), Língua, Literatura e Ensino (FURG) e Gestão Pública Municipal (FURG). Tenho formação continuada como Agente Cultural (IFSul). Escrevo poemas, contos, crônicas e romances. Publico desde 2009. Integra o Grêmio Literário Patrulhense desde 2013, tendo sido presidente da entidade no biênio 2023-2025. Participante do coletivo Desautores desde 2023. Como professor, atua desde 2009, tendo já passado pelas redes pública e privada de ensino, dedicando-se, atualmente, apenas a aulas particulares individuais ou em pequenos grupos pelo projeto "English for a better age".Mantém o blog Márnei Cônsul Escritor onde publica crônicas, contos, micro contos mantendo uma esccrita afiada e desafiadora, que tem um claro propósito de retirar-nos da zona de conforto. E ele consegue.
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