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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Diálogos - “O Teatro” - Cena 6 - "entre o amor e a amizade” - Jucá e narrador criança

Diálogos - “O Teatro” - Cena 6 - "entre o amor e a amizade” - Jucá e narrador criança
O ROTEIRO


"(…)

Jucá: Mas… o Sabão comprou doce pra Luísa.

Narrador Criança: Eu sei… mas a gente só tem dinheiro pro ingresso. Não tem dinheiro pro doce…

Jucá:  (estendendo a mão com a nota de dez reais na ponta) Tem sim… (gag da Jucá) Pega! Vai lá conquistar sua garota! E eu nem sei direito o que é “suspense”…

(…)"


O CONTO

"(…) 
E eu vi quando ela apareceu vindo por trás da igreja, na direção da praça. Ela vinha pulando na frente da mãe dela. Eu meio que me escondi, porque queria ficar só olhando e entrar assim que ela entrasse na parte do teatro. Mas daí, lá veio o gosmento do Conrado e falou com ela e a mãe dela, e a Luísa saiu com ele pra barraca de algodão doce. E eu vi o Conrado pagando um pra Luísa. 
— Ihhh. Olha lá o “Sabão”. E agora? O que você vai fazer?
— Não sei, Juca… não tenho dinheiro pra comprar um doce pra ela como o metido do “Sabão". 
— Tem sim…!
O Juca estendeu a mão dele sorrindo, com o dinheiro do ingresso dele.
—… e eu nem sei o que é “suspense”, mesmo! Amanhã você me conta como foi. Vai lá recuperar sua garota.
(…)"



Vem aí a 2ª  temporada de O TEATRO, no Teatro Universitário Cáudio Barradas, nos dias 28 e 29 de setembro de 2019, às 17h e às 20 horas!

E vem aí, o livro O TEATRO, com o conto, o roteiro, a ficha técnica, o release oficial e fotos da 1ª temporada!


Luís Augusto Menna Barreto

8.9.2019

domingo, 15 de abril de 2018

Diálogos: ... inevitável!



— Algumas coisas em nossa vida são escolhas. Outras são inevitáveis. — Ela lhe disse de repente.
— Eu gosto das que são inevitáveis. Porque eu sempre fiz escolhas ruins. — Ele respondeu.
— Eu sou algo ruim em tua vida? — Ela perguntou olhando em seus olhos.
— Claro que não!
— Mas tu escolheste a mim.
— Eu nunca te escolhi. Sequer tive essa oportunidade. Amei-te, simplesmente… de forma inevitável! … e agradeço a Deus todos os dias, por não me ter dado chance de escolher!


Por Luís Augusto Menna Barreto

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Diálogo: "... colore-me!"

Diálogo: … colore-me!



— Não dá pra ver se havia sol…
— Ah!, tem sim, na foto. Um sol lindo no céu!
— Nem dá pra ver o rio direito…
— É o rio mais lindo que eu já vi! Parece amarelo com os raios do sol, enquanto ele corre tranquilo.
Ela riu:
— A foto é em preto e branco!
Ele sorriu de volta:
— Desde aquele dia em que você pegou a minha mão para ir até o rio, só sei enxergar a vida com cores vivas!


Por Luís Augusto Menna Barreto

quinta-feira, 13 de abril de 2017

diálogos - (fragmento da próxima aventura do Pilha)

Diálogos: (Fragmento da próxima aventura do Pilha)

“Tu vai roubar, Pilha?” E eu fiquei mesmo assustado! A gente sempre aprontava, eu sei… mas aquilo era tão diferente…
“Que mané roubar nada! Vou pegar emprestada.”
“Mas tu tem camisa, Pillha”
“Preciso de uma bonita, nova!”
“Mas desde sempre a gente usa roupa velha e gosta!”
“Hoje não é sempre! Tem vez que a gente precisa de roupa nova pra ser gente!”
O Pilha tava sério. E pela primeira vez, eu fiquei com medo da gente estar deixando de ser criança… fiquei com muito medo. Se o Pilha pegar mesmo a camisa, acho que ele não vai só roubar uma roupa… acho que vai roubar nossa criancice…


Por Luís Augusto Menna Barreto


quarta-feira, 22 de março de 2017

diálogos - "...presença!"

Diálogo: “…presença!"

“Às vezes, teu silêncio machuca tanto…”
…
“… mas outras vezes, gosto de sentar aqui e contar-te tudo!”
…
“Acho que nunca contei tantos segredos quanto conto pra ti…”
…
“…acho que perto de ti, sinto-me completa.”
…
“Mas tem vezes, que mesmo que eu fale tudo, sinto falta do teu abraço.”
…
Ela se levantou, passou os dedos delicadamente sobre os olhos dele… … olhos que continuavam abertos, na fotografia que já começava a amarelar, colada à lápide…


Por Luís Augusto Menna Barreto


terça-feira, 7 de março de 2017

diálogos - "...do teu amor"

Diálogos: “…do teu amor!"

“Tu me maltratas”, ela lhe disse de repente.
“Como posso maltratar-te se só te quero bem?”
“Esse teu amor me maltrata.”
“Como pode o amor maltratar?”
“Tu ficaste com todo o amor pra ti… e não me ensinaste a amar-te assim como me amas.”
(Fragmento de um conto não terminado)


Por Luís Augusto Menna Barreto



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

diálogos - "... esquecer-se!"


—  Tu vais me devolver…?
— O quê eu teria pra devolver-te?
— O amor que levaste de mim.
— Não levei amor nenhum que não fosse meu.
— Eu te amava tanto... Então por que fiquei vazio quando partiste?
— Por isso: porque todo o amor que tu tinhas, era meu: acho que tu me amaste tanto, que esqueceste de amar a ti próprio!

Por Luís Augusto Menna Barreto

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Diálogos - (trecho de aventura inédita do Pilha)

Diálogos: (trecho de aventura inédita do Pilha)

“… às vezes, eu queria ser ator…”
“… iiihhh… cheirou cola vencida? Ficou doido, Pilha?”
“Doido é tu, que quer voar. Até por cima de carro já voou, mané!”
“Não sei que graça tem em ser ator… ficar vivendo a vida dos outros!”
“A graça não tá em viver a vida dos outros, otário! … só acho que seria bom poder não ter que viver a minha vida um pouquinho…”
(…) 
Eu não ri mais. Acho que fiquei triste… porque eu adoro minha vida… e quando ficar mais velho, tudo o que quero, é ser sabido como o Pilha…!


Por Luís Augusto Menna Barreto






segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

diálogos - "...mentira!"

Diálogos: “… mentira!"

“A partir de hoje, não faço mais parte da tua vida. Estou indo embora.” Ela se virou e saiu.
“Tu mentes”, ele disse. Ela parou. Sem se virar, falou:
“Estou decidida. E tu me conheces. Não volto atrás.”
“Mesmo assim, é mentira.”
“Achas que não vou embora?”
“Acho que vais… … mas não és tu quem decides quando vais sair do meu coração!”

Ela foi embora. Mas ele estava certo: ela não saiu de sua vida…

Por Luís Augusto Menna Barreto



segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

diálogos - "...buscar-te!"

Diálogos: “…buscar-te!” 

Originalmente  publicado no antigo blog
"Menna Comentários", precursor deste.
Data da postagem original: 02.05.2016.
Comentários na postagem original:  16
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Ele se levantou de repente do tronco onde ambos estavam sentados e começou a caminhar pra frente, em direção ao rio alguns metros adiante.

“Aonde você vai?”- Ela pareceu despertar de repente!

“Atravessar o rio e tentar descobrir o que prende teu olhar… Quero tentar encontrar-te”.

“E se eu não estiver lá…?”

“Então nada mudará… vou continuar sozinho… como agora…”



Por Luís Augusto Menna Barreto




segunda-feira, 14 de novembro de 2016

diálogos - "...desculpa!"

Diálogos: “… desculpa!”

Originalmente  publicado no antigo blog
"Menna Comentários", precursor deste.
Data da postagem original: 24.04.2016.
Comentários na postagem original:  16.
Visualizações até ser retirado:  327

Ela havia acabado de dizer-lhe que não o amava… e sentia por isso, porque queria saber amá-lo…

“Desculpa-me…” Ela baixou os olhos… como fazem as pessoas que pedem desculpas.

“Não posso desculpar-te”, ele respondeu.

“Por que não?”

"Como alguém que só me faz o bem, pode pretender pedir-me desculpas? Se me pedes desculpas e eu as dou a ti, tu as gastas sem necessidade…! O que sobrará, quando eu gastá-las contigo, para quem me ofender, se as desculpas que eu tinha entreguei a ti sem necessidade?”

Por Luís Augusto Menna Barreto




segunda-feira, 7 de novembro de 2016

diálogos - fragmento de "Eu, o Pilha e os 35 Pilas"

Diálogos: Fragmento de “Eu, o Pilha e os 35 Pilas”

A mãe olhou desconfiada. 
“Toma”. O Pilha botou a mão no bolso e puxou um dinheiro num saquinho plástico de sacolé. Deu pra ela.
Ela contou. Tinha 29 pilas.
“Tá faltando” ela logo gritou.
“Tá nada. Faz a conta”, o Pilha falou com autoridade. “Óh, cinco dias a oito pilas: conta comigo, 8, 14, 19, 24, 28! Tem até um pila a mais!”
Os dois ficaram em silêncio um pouco e ela olhando as moedas.
“Tá, mas bora voltar que hoje ainda tá cedo. Vai daqui, moleque, vai logo pra sinaleira”!
Ufa… saí tão aliviado. Não existe amigo como o Pilha. Vou ser amigo dele até morrer. Trabalhou por mim quando eu tava doente.
“Oh, ta me devendo, mané! Não sou teu pai.” Ele me falou.
“Ninguém é.” Eu respondi. 
Rimos.
“Mas Pilha! Tu não falou que cinco dias a oito pilas dava 35?”
“E tua mãe lá sabe fazer contas? Bora, vamos no parquinho!”

(Esse é um dos diálogos que mais gostei de ter escrito. Coloquei-o novamente, porque senti saudades do Pilha… vou visitá-lo… semana que vem, posto em uma crônica, as aventuras que o Pilha contar-me!)

Para ver o texto completo, clique AQUI - Eu, o Pilha e os 35 Pilas

Por Luís Augusto Menna Barreto



segunda-feira, 31 de outubro de 2016

diálogos - "...sementes!"



“… por que dói tanto? Ele se foi mas o amor não partiu junto. Se ele me deixou, por que o amor não foi embora junto?"

“Tu não entendes, não é? O amor é uma planta, por isso não foi embora.”

“Como assim?” Ela havia entendido… mas precisava continuar naquele abraço que a fazia sentir-se protegida pelo melhor amigo.

“Ele plantou o amor no teu coração. O amor nunca vai embora. Nunca. Ele fica ali. Cairão as pétalas, perderá a beleza… secará… mas ficará ali… plantado… até morrer.”

“Eu sei…” Ela disse sem secar as lágrimas, sem tirar o rosto do ombro dele. “… mas eu tenho medo”.

Ele deixou o silêncio perguntar do quê ela tinha medo.

“… medo que tenham ficado sementes…”


Por Luís Augusto Menna Barreto
Em 31 de outubro de 2016

Originalmente  publicado no antigo blog
"Menna Comentários", precursor deste.
Data da postagem original: 18.04.2016.
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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

diálogos - "...abandonos!"


“Mas tu disseste que não desistirias de mim.”

“Disse que não desistiria facilmente… mas não posso insistir pra sempre.”

“Eu voltei”, ele dizia com alguma súplica nos olhos. “Insistes mais um pouco.”

“Se tu soubesses como dói esperar…”

“Às vezes, dói mais não poder voltar quando se quer… porque além da saudade, fica a culpa de fazer-te chorar…”

Por Luís Augusto Menna Barreto




segunda-feira, 17 de outubro de 2016

diálogos: "...clausura!"

diálogos: "... clausura!"


“Por que estás aí…?” A menininha, que ele tanto amava, perguntava do outro lado da grade que os separava.

“Porque eu cometi um erro.”

"Mas e todas as coisas boas que tu fazes? Sempre te vi sorrir. Sempre és tão gentil. Tu ajudas tantas pessoas todos os dias. Tu sempre tens tempo de brincar comigo.” 

"Não fui julgado pelo conjunto da minha vida. Nossa justiça não julga pelo conjunto da vida. Somos julgados por um único ato errado. E eu errei. Minha sentença está correta. Tenho que estar aqui."

"Mas tem tanta gente que nunca sorri. Que passa a vida sem gentilezas. Nunca estende a mão, não diz bom dia, não olha nem uma vez o por do sol… porque esses não ficam trancados no teu lugar?"

"Tu não entendes ainda… mas um dia vais entender. Eles JÁ ESTÃO enclausurados. Os corações endurecidos são a clausura de si mesmos." 

A criança sorriu e sentiu-se mais leve. E pediu à Deus, baixinho, para um dia entender.

Por Luís Augusto Menna Barreto
17.10.2016



segunda-feira, 12 de setembro de 2016

diálogos - "... bem me quer!"

Diálogo: “… bem me quer!”

Originalmente  publicado no antigo blog
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Data da postagem original: 11.04.2016.
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“Bem me quer… bem me quer… bem me quer…” … e a flor já ia quase despetalada…

“Teu amor te quer tanto assim?” Ela perguntou com um sorriso divertido…

“Não…” Havia mais duas pétalas apenas… ele puxou a penúltima: “bem me quer…”

“Ora… mas tu só dizes “bem me quer”!

“… eu sei… bem me quer!” E puxou a última pétala: “… mas estou despetalando a flor para quem eu amo…”



Por Luís Augusto Menna Barreto



segunda-feira, 5 de setembro de 2016

diálogos - "... coragem!"


(…)
“Tu não deverias estar aqui!”

“Eu também acho que não.”

"Foi outra chave que te deram. Não poderias ter entrado aqui com ela. Esta chave que tens não abre essa porta.”

"Eu sei.”

“Tu deverias estar ardendo no inferno!”

“Eu recebi a condenação. Peguei a chave que me deram. Fui até a porta do inferno.”

"Mas não entraste. Continuas sendo um covarde. Covardes não deveriam entrar no céu.”

“Nunca fui um covarde. Carreguei meus erros. Aceitei a condenação.”

“Então porque não entraste no inferno que te foi destinado pelas escolhas que fizeste? Tiveste medo! Por que não usaste a chave na porta do inferno?”

“Não foi o medo de entrar…”

O Anjo invejoso não entendia… então o condenado olhou-o nos olhos e disse:

“… foi o medo do que poderia sair que me impediu de abrir aquela porta.”
(…) 

(Trecho de um conto que escrevi, há muito tempo, em que havia heróis e vilões… e eu jamais soube quem eram uns e quem eram os outros…
Escrevi depois de ter lido o poema “Águia Sideral, vinha de bruma - a idade dos deuses, do diabo e da terra” de Euclides Santos Mendes).

Por Luís Augusto Menna Barreto



segunda-feira, 29 de agosto de 2016

diálogos - "...tela!"



        
— O amor é um risco.

— Por quê?

— Ele transforma e não permite a desconstrução do que transforma.

— Ora, mas isso não é bom? — ela perguntava sem tirar os olhos da tela que pintava.

— O amor sempre nos apresenta o novo, e depois não nos basta mais o que éramos antes.

— Eu não estou entendendo… — Ela disse sorrindo, sem parar de pintar.

—… é como essas telas. No fim, sempre ficam mais lindas depois que pintas. Mas acho que eu me preferia quando gostava delas apenas brancas.

— Se achas belas as cores que eu pinto, como podes dizer que preferes as telas em branco?

— Não é que eu prefira o branco… é que era suficiente, quando eu não conhecia tuas cores…

Ela apenas olhou para ele, parada, com o pincel delicadamente suspenso no ar…

—… tenho medo, agora, de que  dia em que não pintares, eu não me sinta completo… eu me sinta apenas uma tela vazia…

Por Luís Augusto Menna Barreto

Originalmente  publicado no antigo blog
"Menna Comentários", precursor deste.
Data da postagem original: 04.04.2016.
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